Júlio Casares é afastado da presidência do São Paulo após votação no Conselho Deliberativo

Dirigente é alvo de processo de impeachment, que agora avança para uma assembleia de sócios

16 jan 2026 - 22h43
(atualizado em 17/1/2026 às 01h06)

Júlio Casares está afastado da presidência do São Paulo. Ele teve o impeachment aprovado no Conselho Deliberativo por 188 votos nesta sexta-feira. Contrários, foram 45, e dois votaram em branco. Participaram 235 conselheiros, sendo 180 presencialmente e 55 online.

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Agora, em até 30 dias, uma assembleia de sócios é convocada para efetivar ou não o afastamento. Por enquanto o vice Harry Massis Júnior assume interinamente.

O resultado foi muito comemorado pelos conselheiros presentes. A torcida acendeu sinalizadores e cantou o hino do São Paulo.

Casares evitou contato com a imprensa. Ele já estava no clube desde a tarde e foi até o salão da reunião por um caminho interno. Durante a reunião, ele sentou-se apenas com seus advogados, isolado dos demais conselheiros.

O presidente do São Paulo, Julio Casares, durante a votação que decidia seu impeachment.
O presidente do São Paulo, Julio Casares, durante a votação que decidia seu impeachment.
Foto: Júlia Pereira/Estadão / Estadão

O presidente alegou ser vítima de acusações sem provas. Disse que, até então, não teve ampla defesa e relatou ter sofrido ameaças.

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Os opositores defenderam o processo político do impeachment, sem fazer julgamentos de Casares, mas entendendo que é insustentável politicamente a permanência do mandatário.

A votação começou, de fato, por volta das 20h30. Conselheiros receberam um link para votar online, mesmo que estivessem presencialmente. Era possível, contudo, votar na cabine do local. A expectativa era de que, assim, a apuração seria mais rápida, logo após o encerramento, às 22h30.

Do lado de fora, torcedores se mobilizaram. Havia faixas e caixões em protesto. A chuva não afastou a torcida do entorno do MorumBis.

Na reunião, três conselheiros que assinam o pedido de impeachment falaram no momento inicial. Depois, Casares e sua defesa puderam falar.

Torcida do São Paulo fez grande mobilização no lado de fora do MorumBis.
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

O afastamento precisava de 170 votos, número que corresponde a dois terços do total e votos possíveis (254). A questão chegou a ser debatida judicialmente, porque Casares cobrava um quórum de 191 votos (75%). Esse percentual, porém, correspondia à presença para validação da reunião.

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Na sequência, veio a votação, de modo híbrido. A reunião teria apenas voto presencial, mas uma ação judicial reverteu a situação e permitiu a participação online.

O impeachment de Casares acontece em meio a escândalos envolvendo a gestão do São Paulo. O clube é foco de investigações da Polícia Civil e do Ministério Público.

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