Um caso de misoginia marcou a vitória do São Paulo por 4 a 2 sobre a Ferroviária pela semifinal do Campeonato Paulista feminino sub-20, nesta quarta-feira, 20. Após a partida, Sarah Aysha relatou ter sido chamada de biscat* por um funcionário da equipe de Araraquara.
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“Única coisa que posso falar é que é inadmissível estarmos em uma categoria de base, para aprender sobre o futebol, e em um momento daquele o cara me mandar tomar no c* e me chamar de biscat*. É inadmissível. A gente está todo dia aqui treinando, longe da família, pra chegar um cara daquele e me chamar de biscat* fora de campo”, disse ao Sportv.
Após as ofensas contra a atleta, a arbitragem acionou o antirracista, utilizado para identificar e denunciar casos de preconceito. O São Paulo se pronunciou por meio das redes sociais.
“O São Paulo FC reforça que não tolera nenhum tipo de preconceito e aguarda que as autoridades cumpram com sua responsabilidade para que a justiça seja feita”, escreveu.
O Tricolor Paulista também informou que vai prestar o suporte necessário para a atleta e reforçou que “não há espaço para cenas lamentáveis como esta”.
Jogadora do São Paulo, Sarah denunciou falas do maqueiro no confronto entre o Tricolor e a Ferroviária na semifinal do Brasileirão Feminino Sub-20. pic.twitter.com/7FHU5hPj5n
— ge (@geglobo) May 20, 2026
No final da noite, o Ministério do Esporte também divulgou uma nota de repúdio ao ocorrido. "Não há espaço no esporte brasileiro para atitudes discriminatórias, ofensivas ou qualquer manifestação que desrespeite mulheres. Condutas dessa natureza são incompatíveis com os valores que o esporte deve promover: respeito, igualdade e dignidade", iniciou a pasta.
O ministério disse ainda que "defende a rigorosa apuração dos fatos e reafirma seu compromisso com a construção de um esporte livre de violência, discriminação e misoginia".