Santos reencontra venezuelanos na Sula para afastar fantasma da eliminação de 2022

Peixe estreia no mata-mata diante do Universidad Central e tenta evitar repetição de queda histórica para o Deportivo Táchira

21 jul 2026 - 09h55
(atualizado às 09h55)
Santos teve vexame contra o Deportivo Táchira, em 2022, pela Sula –
Santos teve vexame contra o Deportivo Táchira, em 2022, pela Sula –
Foto: Ivan Storti/Santos / Jogada10

O Santos inicia nesta terça-feira (21/7) a caminhada no mata-mata da Copa Sul-Americana com um objetivo que vai além da classificação às oitavas de final. Diante do Universidad Central, da Venezuela, pelos playoffs da competição continental, o Peixe busca deixar para trás uma das eliminações mais traumáticas de sua história recente, justamente contra um adversário venezuelano.

A lembrança remete a 2022, última vez em que o clube disputou uma fase eliminatória da Sul-Americana. Naquele formato, apenas o líder de cada grupo avançava às oitavas de final para enfrentar um terceiro colocado da fase de grupos da Conmebol Libertadores. Após liderar o Grupo C com dificuldades, o Santos cruzou o caminho do Deportivo Táchira, da Venezuela, e acabou protagonizando um vexame que marcou a temporada.

Publicidade

Na partida de ida, disputada em solo venezuelano, o confronto terminou empatado por 1 a 1. O Deportivo Táchira abriu o placar após um gol contra de Zanocelo, enquanto Angulo marcou, nos minutos finais, o gol que manteve o Santos vivo na disputa pela classificação.

A decisão ficou para a Vila Belmiro. Mesmo jogando em casa, o Santos voltou a encontrar dificuldades. Uribe colocou os visitantes em vantagem, mas Marcos Leonardo empatou e levou a definição da vaga para os pênaltis.

Nas cobranças, porém, o cenário foi desastroso para o clube paulista. Ricardo Goulart e Lucas Barbosa desperdiçaram suas tentativas, e o Deportivo Táchira venceu por 4 a 2, eliminando o Santos. Foi a primeira vez que o Peixe caiu diante de uma equipe venezuelana em competições continentais.

Santos teve vexame contra o Deportivo Táchira, em 2022, pela Sula –
Foto: Ivan Storti/Santos / Jogada10

Eliminação provocou mudanças profundas no Santos

Aliás, a queda teve consequências imediatas. Contratado como um dos principais reforços da temporada, Ricardo Goulart viveu seu último capítulo com a camisa santista justamente naquela noite. O meia entrou aos 46 minutos do segundo tempo, em uma substituição feita por Fabián Bustos já pensando na disputa por pênaltis.

Publicidade

Responsável por abrir a série de cobranças do Santos, Goulart parou nas mãos do goleiro Varela. Poucos dias depois da eliminação, rescindiu seu contrato com o clube.

Além disso, a derrota também selou o destino do técnico Fabián Bustos. Pressionado após resultados ruins, incluindo uma goleada sofrida para o Corinthians pela Copa do Brasil, o treinador não resistiu ao tropeço diante do Deportivo Táchira e acabou demitido.

A revolta tomou conta da Vila Belmiro após o apito final. Torcedores protestaram contra jogadores e dirigentes, derrubaram a placa de acesso ao vestiário santista e obrigaram a Polícia Militar a agir para conter a confusão.

Nos arredores do estádio, também houve registros de bombas de efeito moral e gás de pimenta utilizados para dispersar os manifestantes. Em meio ao clima de tensão, o ônibus da delegação permaneceu estacionado por cerca de duas horas antes de conseguir deixar a Vila Belmiro.

Publicidade

Nova chance para mudar a história

Aliás, desde aquela eliminação, o Santos voltou à Copa Sul-Americana apenas uma vez. Em 2023, porém, nem sequer alcançou o mata-mata. A equipe terminou na terceira colocação do Grupo E, atrás de Newell's Old Boys e Audax Italiano, e deu adeus ao torneio ainda na fase de grupos.

Agora, três anos depois do trauma diante do Deportivo Táchira, o clube volta a enfrentar um adversário venezuelano em uma fase decisiva da competição continental.

Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads,  Twitter, Instagram e Facebook.

Fique por dentro das principais notícias de Futebol
Ativar notificações