Santos pode sofrer nova punição da Fifa? Entenda o risco

Clube enfrenta condenações envolvendo Pedro Caixinha e comissão técnica

13 out 2026 - 06h10
(atualizado às 06h10)
Resumo
O Santos corre risco de sofrer novas sanções da Fifa após o CAS rejeitar recursos contra dívidas rescisórias que somam R$ 15 milhões com o ex-técnico Pedro Caixinha e seus auxiliares, além de R$ 1,1 milhão devidos a José Gonzales. O treinador recusou parcelar o valor, e o clube, que já enfrentou transfer ban recente, precisa quitar as pendências para não ser novamente impedido de registrar reforços na próxima janela de transferências, o que ameaça diretamente seu planejamento esportivo.

O Santos soma R$ 15 milhões em condenações a Pedro Caixinha e seus auxiliares, além de dever 200 mil euros (R$ 1,1 milhão) a José Francisco Belman Gonzales. As dívidas ameaçam o planejamento no mercado e aumentam o risco de sanções da Fifa.

Foto: Raul Baretta/ Santos
Foto: Raul Baretta/ Santos
Foto: Raul Baretta/ Santos / RTI Esporte

A Agência RTI Esporte apurou que o Santos teve recursos rejeitados pela Corte Arbitral do Esporte (CAS) e agora precisa quitar cobranças por rescisões contratuais, além de enfrentar o risco de novas sanções disciplinares.

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Pedro Caixinha comandou o Santos em apenas 16 jogos e foi demitido em abril de 2025. Desde então, cobra valores da rescisão na justiça esportiva internacional, assim como os auxiliares José Prata e Pedro Malta.

Por que o Santos corre risco de nova punição?

A cobrança conjunta dos três profissionais chega a R$ 15 milhões. Em setembro, a condenação para pagamento integral dos valores já havia sido ratificada, e as tentativas de reversão no CAS não tiveram sucesso.

Pedro Caixinha também não aceitou negociar um parcelamento amigável, em razão do desgaste provocado pela forma como foi tratado durante sua saída. Sem entendimento entre as partes, a cobrança permaneceu nas instâncias esportivas.

A dívida com José Francisco Belman Gonzales acrescenta outra frente de preocupação. O valor de 200 mil euros se soma às obrigações relacionadas à antiga comissão técnica e pode ampliar a exposição do Santos a medidas da entidade que rege o futebol mundial.

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Clube já enfrentou transfer ban em 2026

O Santos conhece os efeitos de uma restrição internacional. Até julho deste ano, o clube ficou impedido de registrar novos jogadores por causa de uma pendência de aproximadamente R$ 12 milhões com o Monaco pela contratação do volante Jean Lucas.

A liberação ocorreu após um acordo financeiro com a NR Sports, empresa administrada pela família de Neymar, que viabilizou a quitação do débito. Com isso, o Peixe conseguiu registrar cinco reforços para o elenco principal: Arthur, Lima, Rodinei, Coutinho e Everton Cebolinha.

Com exceção de Rodinei, os outros quatro jogadores assinaram contratos válidos somente até o fim de dezembro. O episódio mostrou como uma disputa financeira pode interferir diretamente na montagem do elenco e limitar as opções da diretoria.

Qual é a prioridade do Santos neste momento?

Embora não tenha se manifestado oficialmente sobre o caso, a avaliação interna relatada é de que eventuais novas sanções não provocariam impacto imediato, já que a janela de transferências do futebol brasileiro está fechada.

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A prioridade do departamento de futebol é manter os salários do elenco profissional em dia e cumprir os compromissos financeiros até o encerramento da temporada. O risco, porém, vai além do calendário atual.

Novas sanções podem dificultar o registro de reforços pelo Santos na próxima janela de transferências. Por isso, o clube precisa resolver as pendências financeiras e judiciais para evitar novos obstáculos ao planejamento esportivo.

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