Após a derrota do Santos por 2 a 1 para o Atlético-MG, o técnico Cuca defendeu o atacante Rony, acionado no segundo tempo para dar velocidade ao time. Apesar de reconhecer erros na tomada de decisão e nos passes finais do jogador, o treinador elogiou sua postura tática e movimentação em campo. O revés manteve o Peixe com 42 pontos no Brasileirão, aumentando a pressão para a próxima rodada contra o Fluminense.
O técnico Cuca saiu em defesa de Rony após a derrota do Santos por 2 a 1 para o Atlético-MG, neste domingo (11), na Arena MRV, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. O atacante entrou durante o segundo tempo, mas desperdiçou oportunidades de criar jogadas perigosas para o Peixe.
Durante a entrevista coletiva, Cuca revelou que identificou a necessidade de aumentar a velocidade e a agressividade ofensiva do Santos após o intervalo. Na avaliação do comandante, a equipe precisava atacar os espaços com maior intensidade e oferecer mais dificuldades à defesa atleticana. Por isso, decidiu utilizar Rony como alternativa para modificar o comportamento ofensivo do time.
"Nós, no meio-tempo, entendemos que a equipe precisava de uma agudez maior, uma verticalidade maior e agredir mais o adversário. Ter uma velocidade maior", explicou. Segundo Cuca, a entrada do atacante fazia parte de uma estratégia para explorar os espaços e aproximar o Santos da área adversária. O treinador ressaltou que mudanças desse tipo envolvem riscos, especialmente quando a equipe precisa buscar um resultado positivo.
Mesmo reconhecendo as falhas de Rony, Cuca discordou da avaliação de que o atacante tenha apresentado um desempenho ruim. "Na minha ótica, ele não entrou mal, entrou bem, mas as execuções não foram boas", afirmou. O treinador destacou que o jogador conseguiu chegar à linha de fundo em duas oportunidades, mas não acertou os passes que poderiam deixar Gabigol em condições favoráveis para finalizar.
O comandante santista também ressaltou que a movimentação de Rony ajudou a incomodar a defesa do Atlético-MG. Entretanto, reconheceu que a falta de precisão no último passe impediu que as jogadas fossem transformadas em oportunidades claras de gol. "Era a tática que a gente precisava, incomodou bem mais o Atlético. No último passe, ele pecou", completou, reforçando que a proposta da substituição foi executada parcialmente.
Com a derrota de virada, o Peixe deixou Belo Horizonte sem pontuar e permaneceu com 42 pontos no Campeonato Brasileiro. O resultado aumentou a necessidade de recuperação nas próximas rodadas, especialmente diante da disputa por posições na parte superior da tabela. O próximo desafio no Brasileirão será contra o Fluminense, marcado para domingo (18), no Maracanã.