Sem local definido para a semifinal da Sul-Americana contra o Boca Juniors, o Vasco tenta mandar o jogo no Maracanã com o apoio da PM, que julgou São Januário inadequado por segurança, e do Ministério Público, que acionou o Governo estadual. Apesar de o Consórcio Fla-Flu vetar o uso do estádio e a Justiça manter a recusa, o clube cruz-maltino ainda busca a liberação e tem São Januário como plano B, já respaldado por bombeiros e prefeitura.
O Vasco ainda não definiu o palco da partida contra o Boca Juniors, da Argentina, no dia 20, pela semifinal da Sul-Americana. Em meio a indefinição, o Cruz-Maltino começou a ganhar apoio das autoridades e poder público. Afinal, o Batalhão Especiacializado em Policiamento em Estádios defendeu que o jogo seja realizado no Maracanã e considerou que São Januário é "inadequado".
O Bepe considera São Januário "inadequado" devido às "características da competição, da previsão de elevada presença de torcedores visitantes, da necessidade de separação e controle das torcidas, das condições de acesso e dispersão do público". O órgão, aliás, alegou que o Nilton Santos "reúne condições", mas ressaltou que o Maracanã é o palco ideal para o confronto.
O Vasco solicitou três vezes a utilização do Maracanã, mas o Consórcio Fla-Flu recusou. Dessa forma, o Cruz-Maltino levou o caso para a Justiça. Mesmo assim, o Tribunal deu razão para Flamengo e Fluminense, e negou todas as ações dos vascaínos até o momento. Porém, a história ganhou um cenário diferente após o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro se mostrar favorável a realização do jogo.
Após a recomendação do Ministério Público, o Procurador-Geral de Justiça do Estado enviou ofício ao governador Ricardo Couto. Dessa forma, ele pediu pela intervenção para a cessão do Maracanã para a partida da Sul-Americana. Em paralelo, o Vasco também tenta ajeitar São Januário. O Cruz-Maltino, inclusive, já recebeu parecer positivo do Corpo de Bombeiros e da Prefeitura para a realização no estádio.
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