Em meio a uma crise com dívidas de R$ 1,1 bilhão, o Santos tem contado com o protagonismo do pai de Neymar e da NR Sports para mitigar o colapso financeiro. A empresa da família do craque viabilizou reformas de R$ 13,5 milhões nos gramados, intermediou novos patrocinadores e quitou uma pendência de R$ 12 milhões com o Monaco, encerrando um transfer ban da Fifa. Em contrapartida a esse suporte crucial à gestão de Marcelo Teixeira, o grupo obteve o direito de negociar espaços no uniforme do clube.
A participação de Neymar pai nas decisões e nos projetos do Santos ganhou ainda mais destaque em meio às dificuldades financeiras enfrentadas pelo clube. Os acordos envolvendo a NR Sports, empresa da família do atacante, passaram a ter importância na administração do presidente Marcelo Teixeira.
Em análise publicada nesta quarta-feira (28 de outubro), o jornalista Matheus Vieira Ramos avaliou que a atuação do empresário tem ajudado a impedir um agravamento da crise santista. Para ele, a contribuição vai além da presença de Neymar em campo e alcança áreas importantes do funcionamento do clube.
Um dos exemplos é o projeto para substituir os gramados da Vila Belmiro e de dois campos do CT Rei Pelé. A reforma está orçada em R$ 13,5 milhões e deverá contar com recursos captados entre parceiros, incluindo a NR Sports. As intervenções estão previstas para começar no centro de treinamento em novembro e no estádio após o Campeonato Brasileiro.
A empresa da família de Neymar também participou da solução de uma dívida de R$ 12 milhões com o Monaco, referente à contratação de Jean Lucas. O pagamento permitiu ao Santos superar uma proibição de registrar jogadores imposta pela Fifa. Como contrapartida, a NR Sports recebeu o direito de negociar seis espaços publicitários no uniforme santista.
A parceria ainda ajudou na chegada de novos patrocinadores. Em outubro, o Santos anunciou um contrato com o Torcedor Premiado, intermediado pela NR Sports, com validade inicial até o fim de 2027. Em 2025, a empresa também participou da construção de uma estrutura destinada às categorias de base e ao futebol feminino no CT Rei Pelé.
O cenário financeiro continua delicado. Dados apresentados ao Conselho Fiscal apontaram endividamento superior a R$ 1,1 bilhão no segundo trimestre de 2026, além de dificuldades para equilibrar receitas e despesas.