O árbitro Gianluca Rocchi, responsável pela escala de arbitragem das duas principais divisões do futebol italiano, não se apresentará para ser interrogado na próxima quinta-feira (30).
A decisão foi revelada pelo advogado de Rocchi, Antonio D'Avirro, que aconselhou seu cliente, investigado por fraude esportiva pelo Ministério Público de Milão, a não comparecer ao interrogatório.
"Rocchi queria ir, mas decidi recusar porque, neste momento, sem ter conhecimento do processo preliminar, acredito não estar em condições de exercer efetivamente a função de defesa", declarou o advogado em comunicado.
Aos 52 anos, Rocchi atuou por muitos anos como árbitro da Série A e, antes de se afastar em virtude do escândalo, exercia a função de designador desde 2021. A pena prevista pode variar de dois a seis anos de prisão, além de multa entre mil e quatro mil euros.
A investigação tem atraído atenção internacional, já que não está descartada a hipótese da existência de um sistema mais amplo de influência na nomeação de árbitros e até mesmo nas decisões tomadas em campo com o auxílio do VAR, recurso frequentemente alvo de controvérsias na Itália.
Paralelamente, o Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni) rejeitou o recurso de Antonio Zappi contra a suspensão de 13 meses que lhe foi imposta, e ele foi oficialmente destituído do cargo de presidente da Associação Italiana de Árbitros (AIA).
O gestor foi suspenso por 13 meses pelas autoridades esportivas do país europeu em razão da pressão exercida sobre dirigentes das comissões técnicas das Séries C e D.