Que situação! Palmeiras acumula déficit de R$ 156 milhões em 2026

6 set 2026 - 15h45
Resumo
O Palmeiras acumulou déficit de R$ 156,4 milhões até julho de 2026, reflexo da opção da diretoria em segurar atletas no primeiro semestre e da pausa para a Copa do Mundo. Apesar da queda na receita com transferências e bilheteria, o bom desempenho esportivo gerou premiações acima do esperado. O cenário deve mudar em breve: negociações recentes, como a de Allan Elias ao Manchester City, vão injetar valores milionários, permitindo sanar as contas e atingir a meta de R$ 400 milhões em vendas no ano.

O Palmeiras fechou os primeiros sete meses de 2026 com um déficit de R$ 156,4 milhões, número que chama atenção no balanço financeiro do clube. Somente em julho, o resultado ficou negativo em R$ 32,35 milhões, bem distante do superávit de R$ 41,2 milhões que havia sido projetado para o período.

Leila Pereira, presidente do Palmeiras
Leila Pereira, presidente do Palmeiras
Foto: Leila Pereira, presidente do Palmeiras ( Cesar Greco/Palmeiras) / Gávea News

Apesar do impacto provocado pelos números, a situação financeira do Verdão não representa, neste momento, uma crise fora de controle. O cenário está diretamente relacionado a uma escolha da diretoria, que priorizou a manutenção de um elenco competitivo durante o primeiro semestre, mesmo diante de oportunidades para negociar jogadores.

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A principal diferença apareceu justamente nas receitas com venda de atletas. O orçamento previa R$ 347,7 milhões em negociações até julho, mas o Palmeiras havia arrecadado somente R$ 104,2 milhões. A estratégia adotada por Leila Pereira foi preservar peças consideradas importantes para as disputas decisivas da temporada, evitando enfraquecer o time durante a sequência de competições.

Além disso, a realização da Copa do Mundo provocou uma paralisação no calendário e reduziu a arrecadação esperada com bilheteria durante julho. Por outro lado, o desempenho dentro de campo ajudou a diminuir parte do impacto financeiro. O Palmeiras recebeu R$ 16,4 milhões em premiações até aquele momento, mais que o dobro dos R$ 8 milhões previstos inicialmente. Com as classificações conquistadas posteriormente, o clube já se aproximou dos R$ 50 milhões em bônus esportivos na temporada.

Mercado muda o cenário financeiro

A situação, porém, tende a sofrer uma mudança significativa nos próximos balancetes. O Palmeiras voltou a negociar jogadores e encaminhou operações de grande porte, com destaque para Allan Elias, vendido ao Manchester City por 37,5 milhões de euros fixos, aproximadamente R$ 225,6 milhões, além de possíveis bônus.

Riquelme Fillipi, negociado com o Inter Miami, e o goleiro Kaique Pereira, encaminhado ao Sporting, também devem gerar receitas importantes. Somadas, as duas operações podem acrescentar cerca de R$ 278 milhões aos cofres.

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Com essas entradas, a diretoria alviverde espera reduzir rapidamente o déficit acumulado e alcançar a meta de R$ 400 milhões em vendas de jogadores em 2026, mantendo o planejamento financeiro estabelecido para o restante da temporada.

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