Palmeiras vê camisa ameaçada após fim da Fictor e MP das bets

Clube ainda administra efeitos da saída da empresa e acompanha possível impacto sobre a Sportingbet

28 set 2026 - 08h24
Resumo
O Palmeiras enfrenta incertezas comerciais em seu uniforme após rescindir com a Fictor, que pagava até R$ 30 milhões anuais e entrou em recuperação judicial. Paralelamente, o clube monitora os impactos da MP das apostas sobre a Sportingbet, patrocinadora máster com contrato de R$ 100 milhões que segue vigente, mas pode sofrer restrições de exposição. Além do risco financeiro, o cenário gera desafios logísticos para a Puma na fabricação e distribuição das camisas.

A camisa do Palmeiras voltou ao centro de uma questão comercial. Depois de rescindir o contrato com a Fictor, o clube agora acompanha os efeitos da medida provisória que restringe as operações e a publicidade das casas de apostas no Brasil.

Foto: Divulgação/ Autor Desconhecido/ SIte do Palmeiras
Foto: Divulgação/ Autor Desconhecido/ SIte do Palmeiras
Foto: Divulgação/ Autor Desconhecido/ SIte do Palmeiras / RTI Esporte

A Agência RTI Esporte apurou que a Sportingbet, atual patrocinadora máster do Verdão está diretamente envolvida no novo cenário. O contrato permanece vigente e ainda não há anúncio oficial de rompimento.

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O que existe é a possibilidade de mudanças na exposição da marca no uniforme, dependendo da regulamentação da MP. Para a Puma, fornecedora de material esportivo do Palmeiras, qualquer alteração pode exigir ajustes na fabricação e na distribuição das camisas.

O clube paulista também precisa administrar peças produzidas com marcas de acordos anteriores, o que aumenta a complexidade de uma eventual mudança. São, portanto, dois episódios diferentes que são tratados nos bastidores.

A Fictor já deixou o uniforme e produziu uma consequência concreta para o Palmeiras. A Sportingbet continua como patrocinadora, mas a permanência da marca na camisa depende dos próximos desdobramentos.

Fictor tinha contrato de até R$ 30 milhões por ano

A parceria com a Fictor começou em março de 2025 e tinha duração prevista de três anos, com possibilidade de extensão. O acordo estabelecia R$ 25 milhões fixos por ano, além de até R$ 5 milhões em bônus.

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A empresa ocupava as costas dos uniformes das equipes profissionais masculina e feminina e o espaço máster das categorias de base. O vínculo foi encerrado depois que a companhia entrou em recuperação judicial.

A Fictor é uma empresa brasileira de investimentos e participações, com atuação em indústria, infraestrutura e serviços financeiros. Após a rescisão, o Palmeiras precisou reorganizar as propriedades comerciais e administrar produtos já fabricados com a marca da companhia.

Sportingbet tem contrato de R$ 100 milhões

A Sportingbet ocupa atualmente o principal espaço comercial da camisa do Palmeiras. O acordo prevê R$ 100 milhões fixos por temporada, além de possíveis bonificações. Esse valor, entretanto, não pode ser tratado como receita perdida neste momento.

Não existe confirmação de encerramento do contrato, redução dos pagamentos ou retirada imediata da marca do uniforme. A questão depende da regulamentação da MP e de como as novas regras serão aplicadas aos contratos de patrocínio esportivo.

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Caso a exposição da Sportingbet seja restringida, Palmeiras e empresa terão de definir como adaptar a parceria. Para a Puma, uma eventual substituição da marca também exigiria planejamento industrial e comercial.

Dependendo da decisão, poderá haver necessidade de alteração nas peças que ainda serão produzidas e distribuídas. O Palmeiras, assim, administra uma perda já concretizada e uma situação ainda em aberto. A Fictor representa o primeiro problema.

A Sportingbet ainda ocupa um espaço importante no uniforme, com contrato vigente. Diferentemente da Fictor, cujo acordo foi rescindido, o impacto financeiro da MP sobre o Palmeiras ainda não pode ser tratado como prejuízo confirmado.

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