Como será a divisão dos valores de naming rights do estádio do Palmeiras após acordo com a Nubank

Banco pagará cerca de R$ 50 milhões por ano; clube recebe percentual da exploração comercial da arena

10 abr 2026 - 12h27
(atualizado às 12h57)
Allianz Parque, estádio do Palmeiras, faz uso do gramado sintético.
Allianz Parque, estádio do Palmeiras, faz uso do gramado sintético.
Foto: Alex Silva/Estadão / Estadão

A Nubank firmou acordo com a WTorre para assumir os naming rights do estádio do Palmeiras nesta sexta-feira, 10, substituindo a Allianz após 13 anos. A mudança ocorre por razões financeiras, já que o contrato anterior era considerado defasado, e prevê pagamento anual de mais de R$ 50 milhões, quase o dobro do valor atual, com divisão indireta de receitas para o clube.

O novo contrato prevê que o Nubank desembolse cerca de R$ 50 milhões por ano pelos naming rights, valor significativamente maior que os aproximadamente R$ 27 milhões pagos atualmente pela Allianz, já corrigidos por índices como Índice de preços ao consumidor (IPCA) e Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M). A proposta mais robusta foi determinante para que a WTorre optasse pela troca.

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A divisão dos valores envolve diretamente a WTorre, responsável pela exploração comercial da arena até 2044, e indiretamente o Palmeiras. O clube não participa da negociação dos naming rights, mas tem direito a uma fatia das receitas geradas pelo estádio.

Allianz Parque é um dos casos de naming rights consolidado no Brasil.
Foto: Rafael Arbex/Estadão / Estadão

Inicialmente, o Palmeiras recebia cerca de 5% das receitas relacionadas ao estádio. Esse percentual foi ampliado ao longo do contrato e chegou a aproximadamente 15% a partir de novembro de 2024. Com isso, o clube também deve se beneficiar financeiramente do novo acordo, já que, com o aumento do valor pago pelos naming rights, a tendência é de crescimento proporcional nos repasses ao Palmeiras. 

Para viabilizar o acordo entre Nubank e WTorre, foi necessária a rescisão antecipada do contrato com a Allianz, originalmente válido até 2034. A quebra prevê pagamento de multa, assumida pelo Nubank, permitindo a transição antes do prazo inicialmente estabelecido entre as partes.

Com a mudança, a torcida do Palmeiras poderá escolher o nome do estádio.

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Fonte: Portal Terra
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