O árbitro João Vitor Gobi relatou na súmula de Palmeiras x Guarani a confusão entre os treinadores das duas equipes, João Martins, do Verdão, e Matheus Costa, do Bugre. Ambos protagonizaram discussão forte nos instantes finais do jogo e, inclusive, seguranças tiveram de intervir no bate-boca.
Segundo o documento do jogo, o treinador do time de Campinas recebeu o cartão vermelho primeiro por "abandonar sua área técnica", nas palavras do árbitro, e ir em direção ao banco de reservas do adversário. Na sequência, o profissional teria gritado "Vai tomar no c*! Devolve a bola, covarde! Vá se f*!" para o treinador rival. O árbitro ainda afirmou que houve "tom de confrontação" na fala.
Na sequência, João Martins teria reagido: "É pra mim isso? Tá maluco? Vá se f*, vá tomar no seu c*!". Segundo o árbitro, o português acabou expulso por proferir essas palavras contra o adversário, também abandonando a sua área técnica, se dirigindo ao banco adversário e usando "tom de confrontação".
Vale destacar que a súmula ainda relata a confusão entre os treinadores no túnel dos vestiários da Arena Barueri, momento em que os seguranças tiverem de intervir. Para isso, o árbitro da partida contou com o auxílio do quarto árbitro Daniel Luís Marques, que viu o desdobramento a confusão.
João Martins justifica confusão: "Me xingou de tudo"
A confusão foi assunto na entrevista coletiva de João Martins após o empate por 1 a 1 entre Palmeiras e Guarani. A descrição do árbitro na súmula vai ao encontro do relato do auxiliar de Abel Ferreira, que afirmou ter sido xingado no início da confusão.
"Existe uma ética. Nunca tivemos problemas com o banco adversário. Discutimos muito com árbitros, mas nunca tivemos problemas com o banco adversário. O treinador me xingou de tudo pela nossa equipe ter jogado rápido. O árbitro é quem decide quando interrompe o jogo", explicou.
"O Guarani já tinha perdido dois minutos em cada tiro de meta, 30 segundos em cada lateral, os jogadores sempre no chão… E eu disse o mesmo aos meus jogadores: para continuar jogando. O árbitro está lá, não tem motivo para pôr a bola fora. Tem que jogar, o jogador já estava de pé, como foi visto", disse João Martins, que concluiu.
"Peço desculpa, mas eu tenho sangue quente. E tenho os meus limites. Sei que passei dos limites e nada justifica isso, mas vou arcar com as consequências dos meus atos. Foi a primeira vez, tanto eu como o Abel, que tivemos um problema com o banco contrário. Mas ser ofendido daquela maneira, não".
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