Depois de 17 dias sem jogos, o Corinthians precisou de apenas 43 segundos para sofrer o primeiro gol contra o Internacional, nesta quarta-feira (7), no Beira-Rio, em Porto Alegre. O confronto direto entre dois times ameaçados de rebaixamento era uma oportunidade de abrir distância do Z-4. Terminou com derrota por 2 a 1, apenas um ponto de vantagem sobre a zona da degola e a demissão de Fernando Diniz.
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A saída do treinador é compreensível diante de sete derrotas consecutivas no Brasileirão. O momento escolhido pela diretoria, porém, expõe mais uma vez seu amadorismo. Seis desses resultados já haviam ocorrido antes da pausa da Data Fifa, quando o clube também acumulava eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores. A permanência de Diniz já estava em discussão e foi defendida por lideranças do elenco, que intervieram junto à direção.
O treinador foi mantido e recebeu o período disponível para reorganizar a equipe. No primeiro jogo seguinte, a aposta foi abandonada. Agora, o Corinthians procura um substituto com poucos dias para preparar o time para o clássico de domingo contra o Palmeiras.
O time criou chances no Beira-Rio e acertou a trave três vezes. Isso não apaga a sequência ruim nem retira a responsabilidade do treinador. Mas reforça a dúvida: o que a diretoria descobriu nessa partida que as seis derrotas anteriores já não mostravam?
Marcelo Paz afirmou que todos são responsáveis e que o Corinthians precisava de um “fato novo”. Mas a troca de treinador não devolve o tempo perdido, nem resolve a contradição de uma gestão que sustentou Diniz durante a pausa e agora exige uma reação imediata de quem chegar.
Diniz responde pelo mau desempenho em campo. A diretoria deveria responder pela má condução da crise. Teve 17 dias para agir e terminou correndo contra o calendário, perto do rebaixamento e às vésperas de um clássico. É uma demonstração de amadorismo incompatível com o tamanho do Corinthians e com a gravidade do momento que o clube atravessa.