O Mirassol estreou com vitória histórica na Libertadores na quarta-feira, 8, ao derrotar o Lanús, da Argentina, por 1 a 0, gol do zagueiro João Victor, no Estádio José Maria de Campos Maia (Maião). O início promissor lembra muito o São Caetano, time também do interior, que foi vice da Libertadores, perdendo a final para o Olímpia, do Paraguai. E o técnico Jair Picerni, que comandou o time do ABC naquela época, acredita que o Mirassol pode surpreender e levantar títulos.
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“Do jeito que vem, vai chegar a disputar títulos brasileiros, Libertadores. Eles estão evoluindo muito e quem sabe até disputar o Mundial”, profetizou em entrevista exclusiva ao Terra. “É um bom exemplo o que está acontecendo no futebol brasileiro. Hoje você já vê em todos os lugares o pessoal comentando a respeito do futebol que o Mirassol vem apresentando.”
De acordo com Jair Picerni, a estrutura do Mirassol e disse que o sucesso não veio por acaso. “O projeto deles é muito bem-feito, está organizado e estruturado. Eles souberam trabalhar muito bem com a base e foi subindo jogadores ao time profissional.”
O técnico vê muita semelhança com sua equipe da época. “Se assemelha com o que fizemos no São Caetano, onde começamos do zero, trabalhamos muito bem a base e formamos uma equipe com jogadores desconhecidos, vindos do interior”, recordou. “Os jogadores ganharam destaque e futuramente foram negociados com os grandes clubes. O futebol é feito de negócios. Com esse dinheiro arrecadado, o clube se estruturou. É preciso de dinheiro para se manter um time vencedor.”
Para Picerni, o segredo do seu sucesso foi ir se aperfeiçoando ao longo da carreira. "Comecei no Nacional e devagar cheguei aos grandes clubes como Corinthians, Palmeiras, Portuguesa e até fui prata com a seleção brasileira nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1984”, recordou. Foi a primeira medalha conquista do futebol brasileiro na história da Olimpíada. A equipe, baseada no Internacional, de Porto Alegre, perdeu a final para a França por 2 a 0.
Hexa
Por falar em Seleção Brasileira, Jair Picerni também é mais um dos milhões de torcedores que acreditam que o Brasil pode ser hexacampeão em 2026. “A gente tem que acreditar, né?”. No entanto, ele reconhe que a campanha nas Eliminatórias deixou a desejar. “Tem que evoluir durante a Copa. Os resultados vão acontecendo e o mais importante é levantar o título no fim”, garantiu. Ele até lembrou que a campanha de 2002, quando o Brasil foi penta no Mundial realizado na Coreia do Sul e no Japão, também não foi boa no começo, mas acabou com a taça na mão.
O técnico de futebol até comentou sobre o clamor popular para levar Neymar a disputar o Mundial e fez uma grande ressalva. “Não sei se o Ancelotti vai convocar o Neymar. Não tem que chamar ele só por nome. Tem que ser convocado se tiver condições, pela qualificação dele, pelo que está jogando hoje e não só pelas conquistas do passado.”