A Federação de Futebol do Irã anunciou neste sábado (9) que a seleção do país participará da Copa do Mundo de 2026, mas cobrou que os anfitriões ? Estados Unidos, Canadá e México ? aceitem uma lista de 10 condições.
Em comunicado divulgado pela televisão estatal, a entidade afirmou que Teerã "não abrirá mão de seus ideais, cultura e convicções".
Entre as exigências estão: concessão de vistos a todos os jogadores e à comissão técnica, incluindo àqueles que serviram na Guarda Revolucionária, como Mehdi Taremi (atacante do Olympiacos) e Ehsan Hajsafi (lateral do Sepahan); protocolos máximos de segurança em aeroportos, hotéis e rotas de acesso aos estádios; obrigatoriedade de que os torcedores exibam apenas a bandeira oficial iraniana; execução do hino nacional do Irã nas partidas; e proibição de perguntas que não sejam estritamente sobre futebol em coletivas de imprensa.
"Com certeza participaremos da Copa do Mundo de 2026, mas os anfitriões devem levar em consideração nossas preocupações", disse a entidade.
Recentemente, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que os jogadores iranianos seriam bem-vindos na Copa, mas alertou que membros da delegação com ligações com a Guarda Revolucionária, o poderoso braço ideológico das Forças Armadas, poderiam ser barrados.
Já o Canadá negou a entrada no país do presidente da federação iraniana, Mehdi Taj, devido a supostos vínculos com o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica.
O país persa está no grupo G do Mundial, com Bélgica, Egito e Nova Zelândia, e fará todos os seus jogos da primeira fase nos Estados Unidos.