Na zona de rebaixamento do Brasileirão e sob forte pressão após perder por 3 a 2 para o Santos, o Internacional decidiu manter Paulo Pezzolano no cargo. O diretor Fabinho Soldado bancou a permanência do técnico, destacando sua motivação para recuperar o elenco. Apesar dos protestos da torcida contra o presidente Alessandro Barcellos, o dirigente rejeitou trocar o comando sem convicção e afirmou que a verdadeira resposta da equipe deve ser voltar a vencer os próximos jogos.
Atualmente na décima oitava colocação do Campeonato Brasileiro, com 25 pontos, o Internacional sofre uma enorme pressão por parte da torcida. O estopim aconteceu neste domingo (06), com a derrota por 3 a 2 para o Santos, dentro de casa, no Estádio Beira-Rio.
Diante da fase adversa, a comissão técnica tem a saída especulada. Paulo Pezzolano, que chegou cercado de grandes expectativas, não tem conseguido extrair o melhor do elenco. Em meio aos questionamentos, coube a Fabinho Soldado, diretor de futebol, bancar a permanência do treinador e garantir que o profissional segue nos planos do Colorado.
"Enquanto tiver esse entusiasmo do treinador, mesmo perdendo o jogo da forma que está acontecendo, ele se sente ainda motivado a continuar a tirar o melhor dessa equipe", iniciou o dirigente, ressaltando que o trabalho é árduo para recolocar o clube no caminho das vitórias.
"É com esse trabalho que acreditamos e vamos seguir trabalhando dia a dia para que possamos realmente melhorar, porque, como eu disse no início, há uma insatisfação enorme da nossa parte e estamos fazendo tudo o que for possível para mobilizar o internacional, o nosso elenco, o nosso estafe para que os próximos desafios sejam realmente uma resposta imediata", seguiu.
Por fim, Fabinho Soldado afirmou entender o sentimento do torcedor, que pede com urgência a saída do presidente Alessandro Barcellos. O mandatário já vinha sofrendo forte pressão após a eliminação nas quartas de final da Copa do Brasil para o Grêmio, maior rival do Colorado.
"O fato novo, o que é neste momento? Não é fato novo. O que precisamos é continuar acreditando, junto com esse trabalho que iniciou em janeiro. Fazer algo mais sempre com este espírito que a gente está precisando daqui para frente. O que seria o fato novo? Mudar o treinador sem a convicção que daria certo? Está claro que precisamos dar uma resposta o quanto antes. Sabemos que o torcedor está ferido, com razão. Vamos juntar as nossas energias para fazer uma semana superpositiva. O fato novo é ganhar lá contra a Chapecoense. O fato novo nosso é ganhar jogos", completou o diretor.