Neymar promete rebater pressão e vender caro o seu Fusca à Espanha

29 jun 2013 - 10h05
(atualizado às 10h11)

Quando tinha 17 anos e ainda se anunciava como o novo astro do futebol brasileiro, Neymar já dizia que sonhava em colocar um Porsche e uma Ferrari em sua garagem. A consagração como o principal jogador do Brasil na Copa das Confederações parece ter deixado o atacante mais despretensioso. Até porque a adversária da final de domingo, no Maracanã, será a Espanha, atual campeã mundial.

"Eles são os melhores do mundo e tem o favoritismo, mas guardo comigo uma coisa que o meu pai falou quando eu era pequenininho: independentemente da força do seu oponente, você deve vender o seu Fusca caro. Você tem que dizer que não aceita o preço que estão oferecendo. No final, o Fusca sairá por um bom valor. Foi o que a Itália fez contra a Espanha na semifinal: atacou sem medo e vendeu o Fusca caro", metaforizou Neymar.

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O atacante prefere ser visto como o motorista de um Fusca do que como o piloto de uma Ferrari na Seleção Brasileira. No início da Copa das Confederações, Neymar não conseguia disfarçar o seu incômodo com a expectativa criada para que ele guiasse o time dirigido por Luiz Felipe Scolari (atual 22º colocado do ranking da Fifa) à bandeirada na Copa do Mundo de 2014.

"Podem ficar tranquilos que a responsabilidade que estão jogando nas minhas costas vai bater e voltar", retrucou Neymar, novamente se escorando em seus companheiros para minimizar a pressão sobre si. "Contamos com um grupo aqui, e não só com um jogador. Somos todos grandes atletas, macacos velhos. Eu mesmo já passei por muitas coisas, entre dificuldades e alegrias, apesar da pouca idade. Tenho certeza de que, juntos, faremos uma grande partida no domingo."Por enquanto, a proteção coletiva à que Neymar se apegou na Copa das Confederações tem dado resultado. Antes criticado por não repetir na Seleção Brasileira as suas atuações destacadas pelo Santos, o astro do Barcelona se tornou fundamental para Felipão nos últimos jogos. Marcou belos gols e ficou três vezes com o troféu de melhor em campo.

"O meu primeiro gol na competição, contra o Japão, foi muito marcante. Fiquei bem feliz por ter acabado com qualquer conversinha das pessoas. É o lance de que mais me recordo", sorriu o aliviado Neymar. "O Brasil chegou aqui com uma cara, mas já tem outra hoje. Apesar de a pressão de fora para dentro ser muito grande, estamos todos tranquilos. Eu mesmo sempre falei que não estava preocupado, pois as individualidades apareceriam no momento certo. E apareceram", complementou, já disposto a manter o seu Fusca turbinado longe do assédio espanhol.

Gazeta Esportiva
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