A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, comentou sobre a decisão de não ter filhos e da relação com o marido, o empresário José Roberto Lamacchia, que considera um "dos maiores feministas" que ela conhece.
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"Eu não nasci pra ser mãe, mas eu tenho vários sobrinhos e as crianças me amam. Eu ando no Palmeiras com uma nuvem de crianças, eu não sei se é por causa do Tia Leila, que ficou uma coisa simpática", afirmou Leila em entrevista ao podcast POD_i, da GloboNews.
Questionada sobre se foi cobrada e julgada por não querer ser mãe, ela afirmou que, dentro de casa, isso nunca aconteceu. "Para fora, as pessoas me julgavam, mas eu sempre tive muita personalidade, sempre soube o que eu queria ser, o que eu queria pra minha vida. Inclusive, uma amiga falou para mim: 'Nossa Leila, você não quer ter filho. Mas mulher que não tem filho é tão murchinha'. Eu me olhava no espelho e falava: 'Eu não me acho murchinha'", lembra.
"Isso é uma opção. Você pode ser feliz da forma que você achar que deve para sua vida. Eu nunca quis ter filhos, mas eu acho que a mulher tem que ter. Mas não é pra mim. Eu não conseguiria ser o que eu sou se eu tivesse filhos. Porque eu acho que eu seria muito preocupada, teria uma personalidade que, na minha cabeça, eu não acho que os filhos são do mundo. De repente, eu teria aquela dependência psicológica, eu quero que meu filho siga esse caminho, mas aí às vezes o filho não segue", acrescentou a presidente.
Relação com o marido
Juntos desde 1998, Leila contou que conheceu o marido, Lamacchia, no Rio de Janeiro. Juntos, eles comandam a Crefisa e o Centro Universitário das Américas (FAM). "Eu tinha 18 anos. Então, eu estou a vida inteira com o meu marido. Foi uma pessoa muito importante na minha vida, que sempre me deu muita força", disse.
A empresária ainda ressaltou que ele abriu portas para ela, mas foi ela que manteve as portas abertas. "Não tenho dúvidas, mas eu mantive as portas abertas. Sempre você tem alguém que te ajuda, que te dê a mão. Ninguém cresce sozinho. Eu não tenho dúvida nenhuma que ele me ajudou muito, como grande empresário que ele é, me abrindo as portas para a empresa dele. Mas eu não tenho dúvida também que, se eu não fosse capaz, eu não estaria lá [no banco]."
"Ele que toca hoje, porque eu estou no Palmeiras. Quando eu sair do Palmeiras, eu volto. Mas claro que temos vários executivos, diretores extremamente competentes que estão ao nosso lado. Mas ele me ajudou muito, me abriu muitas portas. E não tenho dúvida que ele é um dos maiores feministas que eu conheço. Ele sempre achou que eu tinha que ser independente", completou Leila.