O comentarista André Loffredo elogiou a decisão da CBF e dos clubes de reduzir gradualmente o limite de jogadores estrangeiros por partida no futebol brasileiro, caindo dos atuais nove para cinco até 2030. Classificada por ele como um "renascimento", a medida visa valorizar os atletas nacionais, incentivar maiores investimentos na formação de talentos nas categorias de base e baratear os custos de transferências, promovendo uma reorganização financeira nos clubes do país.
Comentarista do SporTV News, André Loffredo aprovou a decisão da CBF, tomada em conjunto com os clubes das Séries A e B, de reduzir gradualmente o limite de jogadores estrangeiros relacionados por partida no Campeonato Brasileiro. Para o jornalista, a mudança pode trazer benefícios ao futebol nacional, principalmente na valorização dos atletas brasileiros e no desenvolvimento das categorias de base.
Atualmente, cada equipe pode relacionar até nove jogadores estrangeiros por partida. Com a nova medida, porém, esse número será reduzido progressivamente a partir de 2027, até chegar ao limite de cinco atletas em 2030. A proposta busca ampliar o espaço para jogadores formados no país e incentivar os clubes a investir na revelação de novos talentos.
Durante sua participação no programa, Loffredo destacou os possíveis efeitos da mudança no mercado de transferências. Na avaliação do comentarista, a redução da presença de estrangeiros também poderá influenciar os valores pagos pelos clubes na contratação de jogadores, contribuindo para uma reorganização financeira do futebol brasileiro.
"A hora que o médio brasileiro baixar de preço, vai baixar também o médio estrangeiro, vai pagar menos. Vai fazer um bem para o futebol brasileiro, é o renascimento do futebol brasileiro. Vai fazer um bem pro futebol", afirmou o jornalista, demonstrando entusiasmo com a medida aprovada pela CBF.
Loffredo também ressaltou que a mudança exigirá investimentos maiores nas categorias de base, já que os clubes precisarão formar mais jogadores para atender às necessidades dos elencos. Como exemplo, o comentarista citou o Corinthians, que tentou negociar jovens atletas, mas não conseguiu concretizar as transferências pretendidas.
"Vai ter que ter um investimento muito maior na categoria de base, porque, se você só vender o que está vendendo hoje (…) O Corinthians, por exemplo, quis vender Breno Bidon, quis vender André, não conseguiu vender. Então você vai ter que colocar mais jogadores ali, porque você vai precisar do dinheiro das vendas", completou Loffredo.