O técnico Enzo Maresca defendeu as comemorações efusivas do Manchester City após a vitória por 3 a 0 sobre o Liverpool, rebatendo críticas da imprensa surgidas após o clube ser considerado culpado por violações financeiras na Premier League. O treinador afirmou que os torcedores são os que mais sofrem com provocações e acusações de rivais, destacando que o elenco tem o direito de celebrar triunfos importantes sem deixar que as questões extracampo interfiram no foco esportivo da equipe.
O técnico Enzo Maresca saiu em defesa dos torcedores do Manchester City e rebateu as críticas às comemorações da equipe após a vitória por 3 a 0 sobre o Liverpool, no último domingo (11), em Anfield, pela Premier League. Em meio à repercussão do caso envolvendo violações financeiras do clube inglês, o treinador afirmou que os torcedores são os que mais sofrem com a situação e questionou as críticas direcionadas à celebração do resultado.
As declarações foram dadas nesta terça-feira (13), durante entrevista coletiva antes do confronto contra o Paris Saint-Germain, pela Liga dos Campeões. O italiano demonstrou compreensão com a pressão enfrentada pelos torcedores e defendeu o direito dos jogadores de comemorar uma vitória expressiva diante de um dos principais rivais na disputa pelo futebol inglês.
Maresca diz que torcedores são os mais prejudicados
Ao comentar as consequências da polêmica financeira, Maresca avaliou que os torcedores do Manchester City enfrentam uma situação mais difícil do que os próprios jogadores e integrantes da comissão técnica.
"Depois de ficarmos muito felizes em campo, compartilhando aquele momento com nossos torcedores, acho que tem sido mais difícil para eles do que para os jogadores ou para mim", afirmou o treinador.
O técnico explicou que os torcedores estão mais expostos às provocações de rivais, especialmente em conversas cotidianas e nas arquibancadas. Segundo ele, a identificação com o clube faz com que os apoiadores precisem lidar diretamente com acusações e questionamentos sobre a instituição que defendem.
"É mais complicado porque, se eu fosse torcedor do Arsenal ou do United e você fosse torcedor do City, eu poderia dizer: 'Meu amigo, você é um trapaceiro', ou coisas desse tipo", declarou Maresca.
A fala ocorreu após o ambiente hostil em Anfield durante a vitória do City. Torcedores do Liverpool vaiaram os jogadores visitantes e entoaram cânticos relacionados às possíveis punições que o clube de Manchester pode enfrentar em decorrência do processo financeiro.
Treinador questiona críticas às comemorações
Além de defender os torcedores, Maresca demonstrou irritação com os questionamentos sobre a festa dos jogadores após o triunfo por 3 a 0. A partida foi a primeira do Manchester City desde que uma comissão independente considerou o clube culpado de violações dos regulamentos financeiros da Premier League.
Após o apito final, Erling Haaland demonstrou forte emoção diante dos torcedores, enquanto Maresca comemorou intensamente o resultado. As imagens provocaram críticas de parte da imprensa e de comentaristas, que consideraram a reação exagerada diante do contexto vivido pelo clube.
Questionado sobre o assunto, o treinador foi direto: "Criticados por quê? O que querem que façamos?".
O italiano argumentou que o trabalho da equipe é conquistar vitórias e que a comemoração faz parte do futebol. Para ele, os jogadores não devem deixar que questões extracampo impeçam a celebração de resultados importantes.
"Trabalhamos todos os dias para ganhar jogos. É a única coisa em que podemos pensar e focar-nos. O resto são apenas coisas de fora com as quais temos de lidar", explicou.
Maresca também ressaltou que a felicidade dentro do vestiário foi ainda maior do que aquela demonstrada no gramado, reforçando a importância do resultado para o elenco.
Agora, o time volta suas atenções para o Paris Saint-Germain, em confronto pela segunda rodada da Liga dos Campeões, marcado para quarta-feira (14). A partida será disputada no Etihad Stadium e poderá contar com a presença de Pep Guardiola, antigo treinador da equipe, que deixou o comando ao final da temporada anterior.