A Justiça de SP deu 10 dias para o Palmeiras apresentar documentos da venda de Allan ao Manchester City, por cerca de R$ 240 milhões. O clube não é réu, mas deve repassar cerca de R$ 21 milhões (10%) ao Figueirense. Esse montante, no entanto, é alvo de disputas judiciais: a fatia do time catarinense foi penhorada pela M&F Investimentos para quitar uma dívida de R$ 36,6 milhões, além de sofrer bloqueios solicitados pelo Athletico Paranaense e por uma ação trabalhista.
A Justiça de São Paulo deu um prazo de 10 dias para o Palmeiras apresentar os documentos da venda do Allan ao Manchester City. A ordem foi dada pela juíza Marcella Leal Restum, da 5ª Vara Cível Central. O clube paulista não é réu, ele entrou no caso apenas porque precisa, por contrato, repassar parte da venda do jogador ao Figueirense. A apuração do caso foi feita pelo jornalista Diego Garcia e pela ESPN.
O jogador foi vendido ao time inglês em agosto deste ano por 40 milhões de euros (aproximadamente R$240 milhões). O time catarinense tem o direito a receber 10% do valor líquido da transação (cerca de R$21 milhões), por um acordo feito entre os clubes assinado em maio de 2025, que previa esse repasse e mais uma bonificação de R$750 mil em caso de venda do atleta.
DÍVIDAS DO FIGUEIRENSE
Em 2018, o Figueirense recebeu um empréstimo de R$ 3 milhões da Sport Partners. Como garantia, a empresa recebeu todas as receitas do futebol do clube, incluindo a venda de atletas, mas o valor não foi pago. Em 2022, o crédito foi vendido à M&F Investimentos, que cobra uma dívida de R$ 36,6 milhões ao clube.
Um dia após a venda de Allan para o City, a M&F Investimentos conseguiu penhorar a parte do Figueirense na venda. Posteriormente, o clube paulista informou ao tribunal que mais dois credores haviam solicitado o bloqueio dos valores, sendo um deles o Athletico Paranaense, referente a uma dívida de R$ 7,4 milhões. O outro é fruto de processo trabalhista.