Justiça cobra contratos da venda de Allan pelo Palmeiras ao City

Palmeiras terá de entregar contratos da transferência, enquanto credores tentam garantir parte do dinheiro

20 out 2026 - 11h52
(atualizado às 11h52)
Resumo
A Justiça de SP determinou que o Palmeiras apresente os contratos da venda de Allan ao Manchester City, avaliada em R$ 240 milhões. O clube deve repassar cerca de R$ 24 milhões ao Figueirense, mas o montante é alvo de disputas judiciais com credores do time catarinense, incluindo a M&F Investimentos, o Athletico-PR e uma ação trabalhista, que pedem o bloqueio do repasse para quitar dívidas pendentes. O Palmeiras não é réu, e o destino dos valores depende de decisões judiciais.
Justiça exige contratos e detalhes sobre o pagamento –
Justiça exige contratos e detalhes sobre o pagamento –
Foto: Cesar Greco / Palmeiras / Jogada10

A negociação que levou Allan do Palmeiras ao Manchester City agora está no centro de uma disputa judicial. A Justiça de São Paulo determinou que o clube alviverde apresente, em até dez dias, os contratos e documentos relacionados à transferência do meia, fechada em agosto por 40 milhões de euros, entre valores fixos e variáveis, cerca de R$ 240 milhões.

A decisão saiu na última sexta-feira (16), assinada pela juíza Marcella Leal Restum, da 5ª Vara Cível. O Palmeiras não é réu na ação, movida pela M&F Investimentos e Participações S/A contra o Figueirense, porém entrou no processo porque precisa repassar ao clube catarinense uma parcela do valor da venda.

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Justiça exige contratos e detalhes sobre o pagamento –
Foto: Cesar Greco / Palmeiras / Jogada10

Repasse de R$ 24 milhões por Allan está em jogo

O acordo firmado entre os dois clubes brasileiros em maio de 2025 prevê que o time de Santa Catarina receba 10% da transferência de Allan, o equivalente a R$ 24 milhões, além de uma bonificação de R$ 750 mil. Dessa forma, a Justiça quer acesso à íntegra dos documentos da negociação, além de anexos e possíveis aditivos que detalhem a forma de pagamento.

A disputa tem origem em um empréstimo de R$ 3 milhões feito pelo fundo Sports Partners ao Figueirense, em 2018. Como o clube não quitou o débito, a dívida chegou perto de R$ 5 milhões. A M&F entrou no caso depois de adquirir o crédito do fundo. O processo tramita na Justiça paulista desde 2020.

Em setembro, o Palmeiras já havia sido intimado a não repassar valores ao Figueirense. Por outro lado, a empresa que cobra a dívida pediu o depósito do dinheiro judicialmente, para evitar a transferência dos recursos antes da resolução da disputa.

O clube informou, porém, que outros dois credores também solicitaram o bloqueio dos valores da negociação. Um deles é o Athletico-PR; o outro está ligado a uma ação trabalhista. Com mais de uma cobrança sobre o dinheiro, o destino da parcela que caberia ao Figueirense depende dos desdobramentos judiciais.

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