A Federação de Futebol da Guiné formalizou um pedido à Confederação Africana de Futebol (CAF) para revisar o resultado da Copa Africana de Nações de 1976. A ação foi tomada após uma decisão recente da entidade continental, que retirou o título do Senegal e o atribuiu ao Marrocos na edição deste ano do torneio, criando um precedente inédito no futebol africano.
Com base nesse episódio, a federação guineense argumenta que a CAF demonstrou disposição para rever resultados históricos quando identifica irregularidades ou descumprimento de regras.
Na Copa Africana de Nações de 1976, a Guiné abriu o placar aos 33 minutos. No segundo tempo, os marroquinos deixaram o campo em protesto contra uma decisão da arbitragem, permanecendo fora por mais de dez minutos antes de retornarem para concluir o confronto. Na reta final, o Marrocos empatou e garantiu o título.
Em contraste, no caso recente deste ano, a irregularidade teve consequência direta. A Confederação Africana de Futebol puniu o Senegal com a perda do título após considerar o abandono de campo uma infração grave ao regulamento atual.
Dessa forma, os dirigentes defendem a aplicação do mesmo critério e apontam possíveis falhas disciplinares e situações controversas na fase final da competição.
Segundo a entidade, episódios ocorridos durante jogos decisivos daquele torneio não receberam a devida avaliação na época. Por isso, a Guiné sustenta que há base suficiente para uma reanálise detalhada. O que poderia, inclusive, levar à alteração do campeão oficial.
Até o momento, a Confederação Africana de Futebol não se pronunciou oficialmente sobre a solicitação.
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