Perto da estreia na edição de 2026, Neymar tem bastante história para contar sobre suas outras três Copas do Mundo. Além dos gols no primeiro jogo, contra a Croácia, o atacante levou muita pancada contra outros europeus. Um alerta para suas condições físicas atuais, após a recuperação da lesão na panturrilha direita.
Na próxima quarta-feira (24), o Brasil encara a Escócia, em Miami, e a tendência é a de que Neymar não seja titular. Mas deve ganhar minutos no segundo tempo para readquirir o ritmo e estar preparado para contribuir nas fases de mata-mata. Afinal, após a vitória sobre o Haiti, por 3 a o, a Seleção tem 99.9% de chances de classificação.
Neymar na estreia de 2014
O menino Ney iniciou sua trajetória no torneio aos 22 anos, em 2014, já como a principal estrela brasileira. E não decepcionou. Afinal, marcou um gol de fora da área e mais um de pênalti, assegurando os três pontos diante da Croácia. O lateral Marcelo fez um gol contra, e Oscar completou o 3 a 1 do placar.
Nesta partida, disputada na Arena Itaquera, Neymar levou oito faltas - o maior número de um jogador naquela primeira rodada. Nas quartas de final, sofreu uma contusão nas costas após uma joelhada do colombiano Zuñiga. Por isso, ficou fora da semifinal - e do vexame do 7 a 1 - contra a Alemanha.
Na época, o camisa 10 ainda defendia o Barcelona e fazia dupla de ataque com Messi e Suárez.
Neymar na estreia de 2018
Quatro anos mais tarde, Neymar chegou à Copa cercado de resignação por conta das lesões recentes. E os adversários não tiveram piedade, porque nos primeiros 90 minutos os suíços caçaram o camisa 10 em campo. O total de dez faltas também foi um recorde na ocasião.
O resultado, porém, foi diferente de 2014. Em Rostov, na Rússia, o Brasil empatou por 1 a 1 - gol de Philippe Coutinho. Aos 26 anos, Neymar jogava pelo PSG há uma temporada. Ao lado de Mbappé, ainda tinha moral com o clube e torcedores.
Neymar na estreia de 2022
Já na última Copa do Mundo, Neymar chegou sem queixas físicas. Mas bastou a estreia, no Catar, para voltar a sofrer com o excesso dos adversários. Ele teve boa atuação na vitória sobre a Sérvia, por 2 a 0, só que deixou os gramados com uma lesão no tornozelo que o tirou de ação no restante da fase de grupos. Foram nove faltas registradas contra o brasileiro.
Na época, o atacante tinha 30 anos e seguia no PSG. Apenas na temporada seguinte é que o Al-Hilal, da Arábia Saudita, contratou o camisa 10. Ele permaneceu por lá até o início de 2025, quando acertou a rescisão contratual para assinar com o Santos.
Maradona e o recorde bizarro de faltas
Se Neymar acha que apanhou muito, outros craques como Pelé e Maradona têm ainda mais a reclamar. O Rei do Futebol jogou em uma época que não havia cartões como advertência e, por sinal, perdeu a Copa de 1962, após ser substituído na estreia por lesão.
Já o argentino levou nada menos do que 23 faltas do italiano Claudio Gentile, na segunda fase da Copa de 1982. Isso mesmo, do mesmo adversário, que o marcava individualmente. Este é o recorde absoluto de faltas sofridas por um jogador em uma mesma partida de Mundial.
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