Gabigol admite que não se arrepende de xingamentos contra Tite: "Mandaria de novo"

Atacante afirmou que repetiria os xingamentos da torcida após o corte da Copa do Mundo e avaliou o período trabalhando com o técnico

29 jun 2026 - 23h41

A polêmica relação entre o atacante Gabigol e o técnico Tite voltou a ganhar destaque nos bastidores do futebol nacional nesta segunda-feira (29). Durante uma entrevista exclusiva concedida à TV Record, o jogador relembrou o episódio controverso ocorrido logo após o término da temporada de 2022, quando acabou cortado da lista final da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo do Catar. Sem meias palavras, o atleta admitiu que não sente remorso pelo ocorrido e que adotaria a mesma postura inflamada nos dias de hoje.

O caso em questão aconteceu no Rio de Janeiro, durante a comemoração dos títulos da Copa do Brasil e da Copa Libertadores da América em um trio elétrico. Naquela oportunidade, a torcida rubro-negra puxou um coro hostil dizendo que o ídolo não precisava do comandante. O atacante acompanhou os gritos de cima do veículo e justificou a sua reação com base no calor do momento e no nível de euforia coletiva pelas conquistas:

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"Isso aí foi no trio elétrico, e a torcida começou a cantar: 'Tite, vai para aquele lugar'. Cantei. Estava muito louco também. Duas Libertadores…"

Perguntado diretamente se repetiria o ato caso estivesse no mesmo cenário atualmente, Gabigol foi enfático na resposta:

"Ah, do jeito que eu estava lá, naquele estado? Mandaria."

Desentendimentos entre Tite e Gabigol no CT do Flamengo

Apesar do atrito público registrado em 2022, os dois profissionais precisaram conviver diariamente no Ninho do Urubu durante a temporada de 2024, quando o treinador assumiu o comando técnico do Flamengo. O camisa 9 do Santos explicou que o período de trabalho conjunto contou com algumas divergências táticas e visões diferentes sobre o futebol. No entanto, o atacante garantiu que a relação profissional se manteve dentro dos limites da ética de trabalho.

De acordo com o relato do jogador, os desentendimentos que ocorreram no centro de treinamentos ficaram restritos ao campo de jogo. Desse modo, o atleta assegurou que nenhum dos dois repetiu ofensas pessoais nos bastidores do clube carioca, preservando a hierarquia do elenco.

Tite e Gabigol em sua época de Flamengo –
Tite e Gabigol em sua época de Flamengo –
Foto: Gilvan de Souza /CR Flamengo / Jogada10

Relação distante em comparação com outros técnicos

Mesmo sem registrar grandes brigas na rotina da Gávea, Gabigol deixou claro que o ambiente com Tite passava longe da ideal. O jogador fez um paralelo com outros comandantes de sua carreira para ilustrar o distanciamento que existia entre as partes. Sobre o nível de afinidade com o ex-técnico da Seleção Brasileira, o atacante disparou:

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"Ele sempre me respeitou, sempre respeitei ele. Nunca houve: 'Vai para aquele lugar'. Nunca. Houve desentendimento? Um, dois. Coisa que ele falava, eu não concordava, eu falava e ele não concordava? Teve. A gente tinha uma relação boa? Uma relação que eu tenho com o Cuca, com todos os outros treinadores? Com todos os outros, minha relação é sempre fenomenal. Com ele eu tinha? Não."

Foto: Marcelo Cortes/Flamengo - Legenda: Relaciomento entre Gabigol e Tite não é dos melhores / Jogada10

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