Opinião: Por que Vini Jr. não desperta o mesmo 'frisson' que Neymar e Endrick na torcida mesmo carregando Brasil nas costas

Camisa 7 é o grande protagonista da equipe de Carlo Ancelotti na Copa do Mundo

26 jun 2026 - 04h59
Vini Jr. é o grande destaque do Brasil até agora
Vini Jr. é o grande destaque do Brasil até agora
Foto: GILSON MELO/AGÊNCIA F8 / Estadão

Tudo muda muito rápido no futebol, mas, hoje, não tem como não pensar que Vini Jr. será o rosto de um eventual hexacampeonato. O camisa 7 assumiu o papel de protagonista na fase de grupo e comandou a classificação da Seleção Brasileira com quatro gols em três partidas.

Porém, mesmo dando provas do seu talento, ele ainda não desperta o frisson que Neymar e Endrick causam nas arquibancadas. O camisa 10 ficou 981 dias longe da Seleção, jogou só 14 minutos até agora na Copa do Mundo e segue no centro das atenções e dos debates. Já a cria da Academia virou xodó e esperança de comandar a equipe.

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Só que a Seleção não precisa ser carregada, esse cargo já está com Vini. Depois de anos de cobrança, ele parece ter finalmente tomado as rédeas da equipe. A presença de Carlo Ancelotti repete uma dobradinha que deu muito certo no Real Madrid. O técnico italiano deu a chave do vestiário para o camisa 7, que respondeu com gols e títulos.

E o que falta então para Vini virar essa unanimidade? Se formos nos restringir ao futebol, ainda precisa brilhar contra uma seleção de peso e decidir um jogo importante. No entanto, quando falamos de Vini Jr., nunca podemos deixar de falar do extracampo. Ele incomoda porque é uma voz ativa contra o racismo.

O atacante brasileiro é alvo recorrente de insultos racistas. Em 8 anos na Espanha, ele já denunciou mais de 20 casos. De acordo com o próprio Vini, cada vez que ele denuncia um novo caso, mais insultos sofre. Porém, ele já avisou que não vai desistir. Antes do começo da Copa, por exemplo, ele anunciou a criação de um escritório de advocacia contra o racismo.

E o craque do Real foi o responsável por fazer a Fifa criar uma regra que ficou conhecida como ‘Lei Vini Jr.’, que impede que os jogadores tapem a boca quando estiverem em situação de confronto contra os adversários. Nesses casos, a orientação é para a expulsão.

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Voltando para o mundo da bola, Vini pode não ser um talento geracional como Neymar, mas hoje se senta à mesa com os grandes craques mundiais, como adiantou o comercial da Lego antes da Copa, e precisa ser mais idolatrado.

O sucesso do Brasil na Copa do Mundo passa por Vini Jr. Se você estiver feliz, o Brasil certamente também estará. Baila, Vini!

Fonte: Portal Terra
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