Qual foi a última vez que você viu uma grande partida da Seleção Brasileira em Copas do Mundo? A verdade é que mesmo com status de favorito nas campanhas na Rússia (2018) e no Catar (2022), o Brasil se mostrava um time seguro nas entrevistas, mas não jogou um grande futebol, parecia carregar um peso nas costas.
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E esse mesmo cenário se repete nos Estados Unidos. Tirando o peso da estreia contra uma boa seleção, a equipe de Carlo Ancelotti ficou longe de impor sua superioridade diante do fraco Haiti. Deixando a modéstia de lado, uma vitória por só 3 a 0 não pode ser considerada um bom resultado.
Em campo, a equipe se mostrou ansiosa, não conseguiu encaixar a marcação e dependeu do protagonismo de Vini Jr., principal jogador do time até agora na competição. No fim do jogo, 10 jogadores praticamente dentro da área de Alisson para evitar um gol da pior seleção no ranking da Fifa presente na Copa.
O cenário é completamente diferente quando se olha para Argentina e França. Sim, Danilo tinha razão, as finalistas do último Mundial estão um degrau acima de maturidade. Porém, como explicar que a jovem Espanha não tenha dificuldade de fazer o que dela se espera após uma estreia decepcionante? A Fúria esqueceu as críticas e massacrou a Arábia Saudita.
Difícil não associar esse peso ao medo do fracasso. O 7 a 1 ainda é um fantasma vivo na Seleção Brasileira. Talvez ele só seja finalmente superado após a conquista do hexa. No momento, nenhum indício que a sexta estrela chegará este ano.
No momento, a Seleção precisa internalizar que pode não ser tão brilhante como a França ou tão eficiente quanto a Argentina, mas que ainda assim é melhor que boa parte dos times na competição.
O Brasil não pode ter medo da Escócia. Precisa querer passar na liderança do Grupo C e depois, eventualmente, ir para o confronto contra o Japão sabendo da evolução do rival asiático, mas ciente que tem bola para ganhar e avançar no mata-mata.
Talvez falte a Seleção lembrar o significa a camisa amarela e do talento dos próprios jogadores. Falta organização, falta um time coletivo, mas não pode faltar confiança. E não confunda, confiança é diferente de arrogância ou prepotência. O torcedor quer ver o futebol alegre, aquele de moleque na rua, esse é o Brasil, esse é o País do futebol.