Carlo Ancelotti está visivelmente incomodado pelos pedidos por Endrick no time titular. O italiano treinou a promessa brasileira no Real Madrid, mas parecia não imaginar que o clamor pela escalação do atacante de 19 anos seria tão forte na Seleção Brasileira.
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Ontem, entre uma pergunta e outra sobre Neymar, o técnico foi questionado sobre a chance do camisa 19 começar a partida de hoje contra Escócia. O começo da resposta contou com elogios protocolares, mas, na sequência, ele criou competição entre os dois jogadores.
“A torcida empurra muito Endrick, mas amanhã temos também Neymar. Vão apoiar Neymar ou Endrick? Acho que vão apoiar os dois", desconversou.
A verdade é que o Brasil não precisa da torcida do Endrick ou da torcida do Neymar. A realidade é que o torcedor sonha em poder ver os dois juntos e faz tempo. Mesmo com todas as ressalvas, ninguém imagina chance de hexa sem o camisa 10.
Ancelotti erra quando tenta criar essa rivalidade que só vai prejudicar a Seleção. Talvez, o equívoco tenha sido provocado pela surpresa de Ancelotti que nem mesmo a volta do principal astro foi capaz de impedir perguntas sobre Endrick.
Tanto Endrick como Neymar representam a esperança do torcedor. No menino da Vila está a expectativa por ser o único gênio do elenco e o poder de decidir em uma única jogada. Já sobre a Cria da Academia recai o sonho de voltar a vencer a principal competição do futebol e ser protagonista.