Na contramão do futebol brasileiro, onde a maioria dos clubes é patrocinada por sites de apostas, o Cuiabá recusa propostas de bets para seu patrocínio máster. A postura atende a exigências de patrocinadores e à oposição declarada do presidente Cristiano Dresch ao segmento. Como alternativa, o clube foca na aproximação com o agronegócio regional, utilizando o espaço principal do uniforme para promover setores locais, como os produtores de etanol.
Na contramão da tendência no futebol brasileiro, o Cuiabá não aceita propostas de casas de apostas para ser seu patrocinador máster. A última vez que o clube teve alguma marca estampando a principal área comercial foi em 2025.
O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, explicou que há um tempo, os patrocinadores do clube exigiram que o Cuiabá não aceitasse dinheiro de empresas de site de apostas. O próprio presidente também disse não gostar do segmento
— Eu nunca concordei com esse segmento, eu acho esse segmento criminoso. As bets exploram as pessoas, causam suicídios e destroem famílias. Nossos patrocinadores lá atrás já nos exigiram que a gente não firmasse contrato com as bets. Tomamos uma decisão acertada - afirmou.
No último jogo pela Série B, o Dourado tinha a frase "Movido a Etanol" na parte frontal da camisa em referência aos produtores do combustível no estado e como parte da estratégia de aproximação com o agronegócio da região.
Atualmente nas séries A e B, 24 dos 40 times têm como patrocinador master uma casa de apostas. Os dez maiores contratos de patrocinio no futeboi brasileiro são com bets.