Técnico da Escócia evita comparar Brasil e Marrocos e abraça papel de azarão

Líder do Grupo C após vencer o Haiti, escoceses buscam pontuar contra os marroquinos para ficar perto de classificação inédita ao mata-mata

18 jun 2026 - 15h05
(atualizado às 15h05)
Técnico da Escócia evita comparar Brasil e Marrocos e diz que gosta de ser azarão –
Técnico da Escócia evita comparar Brasil e Marrocos e diz que gosta de ser azarão –
Foto: Divulgação / SFA / Jogada10

A vitória sobre o Haiti devolveu a esperança à Escócia de alcançar um feito inédito na Copa do Mundo, que seria avançar para a fase de mata-mata pela primeira vez. No entanto, o caminho dos escoceses promete ser bem mais complicado nas próximas rodadas, com duelos diante de Marrocos e Brasil.

Na véspera do confronto contra os africanos, o técnico Steve Clarke evitou estabelecer comparações entre os dois adversários, ambos presentes no top 10 do ranking da Fifa. Além disso, destacou o equilíbrio observado no empate entre marroquinos e brasileiros na estreia.

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"O próximo jogo contra Marrocos vai ser o mais difícil porque é o próximo jogo. Os dois são top 10 do mundo e são dois grandes times diferentes. O Marrocos fez um grande primeiro tempo contra o Brasil, que mostrou experiência no segundo tempo para voltar ao jogo. Esperamos um jogo difícil com ambos, então tentar separá-los é difícil", afirmou o treinador.

A Escócia começou a Copa com uma vitória por 1 a 0 sobre o Haiti, resultado que encerrou um jejum de triunfos em Mundiais que durava desde 1990. O desempenho também colocou a equipe na liderança do Grupo C, com três pontos, à frente de Marrocos e Brasil, que somam um ponto cada.

Os dois primeiros colocados avançam diretamente às oitavas de final, enquanto o terceiro ainda pode se classificar entre as oito melhores campanhas dessa posição nos 12 grupos do torneio. Apesar do cenário favorável, Clarke prefere manter o discurso de cautela. Contra Marrocos, o treinador acredita que a condição de azarão pode até favorecer a equipe.

"Contra oponentes difíceis precisamos ser muito bons, nós sabemos disso. Mas algo na mentalidade escocesa nos deixa mais confortáveis quando somos os azarões. Éramos favoritos contra o Haiti e conseguimos um bom jogo. Agora somos os azarões e algumas vezes a Escócia prefere dessa forma", comentou.

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Técnico da Escócia evita comparar Brasil e Marrocos e diz que gosta de ser azarão –
Foto: Divulgação / SFA / Jogada10

Capitão da Escócia acompanha o treinador

O capitão Andrew Robertson adotou tom semelhante ao avaliar o desafio desta sexta-feira. O lateral reconheceu a força dos marroquinos, mas ressaltou a confiança construída ao longo das Eliminatórias e afirmou que até um empate pode representar um passo importante rumo à classificação histórica.

"Acreditamos em nós mesmos, não acho que estaríamos aqui se não acreditássemos. Precisamos disso durante as Eliminatórias quando pessoas não acreditavam que podíamos vencer a Dinamarca, empatamos duas vezes e continuamos acreditando. Esse time é repleto de esperança", disse Robertson, que prosseguiu.

"Sabemos que vamos enfrentar um dos melhores times do mundo, mas também acreditamos que se estivermos no nosso melhor podemos dificultar o jogo para qualquer adversário, fizemos isso ao longo do ano. Está nas nossas mãos dar nosso melhor, seguir o plano de jogo. Se conseguirmos, podemos conseguir um ou três pontos que precisamos para fazer história", completou.

Escócia e Marrocos se enfrentam nesta sexta-feira (19/6), às 19h (de Brasília), em Boston. Dependendo do resultado, a seleção escocesa poderá chegar à última rodada diante do Brasil muito próxima de confirmar uma classificação inédita para a fase eliminatória da Copa do Mundo.

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