Em coletiva concedida nesta quarta-feira à tarde, na Cidade do México, Gianni Infantino, Presidente da Fifa, teve que responder sobre vistos e entradas negados pelos Estados Unidos, além de casos de revistas de horas que delegações passaram para adentrar ao país.
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Um jornalista da britânica BBC questionou o presidente da entidade máxima do futebol sobre essa situação que a política de imigração americana impõe: “Depois de dizer que esta Copa seria a mais inclusiva, sente vergonha de ver os Estados Unidos negar vistos a árbitros, torcedores e jornalistas?”
Em resposta, Infantino disse:
“Esperamos que a Copa do Mundo feminina de 2035 seja no Reino Unido. O senhor acharia normal que a FIFA dissesse ao governo britânico quem deixar entrar ou não no país? Talvez o senhor ache normal. Por outro lado, a realidade dos fatos é que em cada país existem governos.”
Ele também teve que responder ao caso do árbitro Omar Artan, da Somália, que iria apitar partidas deste mundial, mas teve sua entrada negada nos Estados Unidos e não poderá participar da Copa do Mundo.
“É infeliz o que aconteceu com Omar, o árbitro da Somália. Não controlamos tudo, tentamos discutir. Mas às vezes é bom se acalmar. Estamos trabalhando em tudo, tentamos resolver as questões. Podem acreditar ou não quando digo que estamos buscando soluções, mas não somos reis do mundo, não temos controle sobre governos, policiais.”
O Irã está em guerra contra os Estados Unidos e seu aliado Israel desde fevereiro. Por esse motivo, havia dúvidas sobre a participação da seleção iraniana, que enfrentou problemas na emissão de vistos.
''Em relação ao Irã, eu estou muito feliz, porque eu mesmo os visitei em março deste ano. Quando as pessoas disseram que seria impossível eles virem para a Copa do Mundo, eu prometi que viriam — eu mesmo dirigiria o ônibus, se fosse preciso.”
No entanto, a seleção iraniana enfrenta dificuldades que outras seleções não estão tendo que se preocupar. Inicialmente, a Fifa havia definido Tucson, no Arizona (EUA), como sede do Irã. Posteriormente, a equipe foi deslocada para Tijuana, no México, onde desembarcou no último domingo.
Essas diferenças de tratamento entre as 48 seleções que participarão da Copa de 2026 ferem o princípio básico de isonomia no esporte, que garante que todos os competidores devem receber tratamento igualitário, enfrentamento das mesmas desigualdades e desafios, disputando a competição em condições equivalentes.
Confira o trecho da coletiva do Presidente da Fifa:
-Periodista: "¿Sientes vergüenza después de decir que este Mundial sería el más inclusivo y ver cómo Estados Unidos niega visados a árbitros, aficionados y periodistas?"
-Infantino: ¿Te parecería normal que la FIFA le dicte al gobierno británico a quién dejar entrar al país y a… https://t.co/gWIkf2lUu4 pic.twitter.com/MMAW7DZZXN
— Albert Ortega (@AlbertOrtegaES1) June 10, 2026