Neymar finalmente fez sua estreia na Copa do Mundo 2026 contra a Escócia e se tornou um coadjuvante de luxo na Seleção comandada por Vini Jr., Matheus Cunha e Lucas Paquetá.
Os números comprovam: dos 7 gols marcados pelo Brasil nesta Copa, 4 são de Vini e 3 de Cunha. Já Paquetá deu 1 assistência, mas se tornou o motorzinho do meio de campo, ditando o ritmo dos jogos. Já Casemiro, seu par no meio de campo, tem se mostrado cada vez mais ineficiente neste novo grupo.
No jogo contra a Escócia, Neymar entrou aos 31 minutos do segundo tempo e jogou por 20 minutos. Não fez a diferença, mas também não comprometeu o desempenho do grupo. Chutou uma vez ao gol, exigindo uma boa defesa do goleiro Angus Gunn.
Em nenhum momento os jogadores brasileiros buscavam Neymar como referência na área. A referência sempre foi (e será) Vini Jr., que levou muito perigo para o gol da Escócia, até o último minuto. Neymar procurou Vini nos passes, inclusive.
Endrick também entrou, aos 37 minutos da etapa final, e mostrou serviço para o técnico Carlo Ancelotti. Roubou uma bola dentro da área do Brasil e deu uma explosão até o ataque, mostrando toda sua força e vontade aos 19 anos. Uma arrancada que Neymar, aos 34 anos, já não é mais capaz de oferecer.
Nesta Copa de Vini Jr. Matheus Cunha e Lucas Paquetá, Neymar deverá se contentar em ser um coadjuvante de luxo da Seleção, que agora depende exclusivamente do jogo coletivo e aposentou a (quase eterna) Neymardependência. A Seleção mostrou, pela primeira vez nesta Copa, sua evolução. Deu os primeiros sinais de que é capaz, sim, de ir mais longe. Com Neymar, e não graças a ele.