Mesmo com recorde de gols, Copa de 2026 tem menor taxa de pênaltis convertidos em 60 anos

Levantamento mostrou que, das 60 vezes em que os árbitros apontaram para a marca da cal, os atletas converteram o pênalti apenas 39

11 jul 2026 - 04h58
Bono, do Marrocos, defende cobrança de pênalti de Kylian Mbappé, da França, em partida válida pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026
Bono, do Marrocos, defende cobrança de pênalti de Kylian Mbappé, da França, em partida válida pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026
Foto: Molly Darlington/Getty Images

Os gols marcados na Copa do Mundo de 2026 escondem um contraste: apesar de ser o Mundial com o recorde de gols marcados, esta também é a edição com a menor taxa de conversão de pênaltis. Das 60 vezes em que os árbitros apontaram para a marca da cal, os atletas balançaram as redes em apenas 39. 

O levantamento feito pela Opta Analyst, plataforma especializada em estatísticas esportivas, aponta que, com 65% das penalidades convertidas, a Copa de 2026 é a edição com mais pênaltis perdidos nos últimos 60 anos, sejam por defesa dos goleiros, bolas na trave ou finalizações para fora. 

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O pênalti perdido mais recente foi o de Kylian Mbappé contra o Marrocos, na última quinta-feira, 9. O camisa 10 da França se redimiu ao abrir o placar, mas perdeu a oportunidade de encostar em Lionel Messi na artilharia histórica das Copas. O argentino tem 21 gols em Mundiais, contra 20 do francês. 

Outro dado apresentado pelo levantamento é a queda na taxa de conversão de penalidades desde a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Quando comparada às edições de 1966 e 1970, então, a diferença é ainda mais acentuada. Nos 13 pênaltis marcados em ambos os torneios, todos foram convertidos. 

Mostafa Shobeir, goleiro do Egito, que defendeu pênalti de Messi.
Foto: Charlotte Wilson/ Offside/ Getty Images

E as falhas também destacaram o desempenho de defensores na cobrança de pênaltis. A plataforma destacou a definição por pênaltis no jogo entre Suíça e Colômbia, na última terça-feira, 7, pelas oitavas: dos dez pênaltis, três foram desperdiçados, dois deles por defensores. 

Os zagueiros Davinson Sánchez e Manuel Akanji desperdiçaram as cobranças e se juntaram a outros jogadores da posição que também erraram a cobrança, como Balbuena, do Paraguai, Harry Souttar e Lucas Herrington, da Austrália, e Jonathan Tha, da Alemanha.

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Mesmo diante de tantas oportunidades perdidas, a Copa do Mundo do México, Canadá e Estados Unidos já é, de longe, a edição com mais gols marcados na história do Mundial: até a vitória da Espanha sobre a Bélgica, na última sexta-feira, 10, as redes foram balançadas 285 vezes em 98 dos 104 jogos. 

Até então, a edição com o maior número de gols era a Copa do Mundo do Catar, em 2022, que registrou 172 gols em 64 jogos. Por outro lado, a Copa de 1954, na Suíça, detém a maior média de tentos por jogo: 5,38 gols por partida, mesmo com números menores, como 140 gols em 26 jogos. 

Neste sábado, 11, acontecem os últimos dois confrontos pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026: Inglaterra e Noruega se enfrentam às 18h (de Brasília). Mais tarde, às 22h, Argentina e Suíça definem o último semifinalista deste Mundial. 

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Fonte: Portal Terra
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