Fifa proíbe entrada de garrafas de água nos estádios da Copa do Mundo

Entidade afirma que medida visa reforçar a segurança nos estádios, mas decisão gerou críticas de torcedores

4 jun 2026 - 13h33
Fifa proíbe entrada de garrafas de água nos estádios da Copa do Mundo
Fifa proíbe entrada de garrafas de água nos estádios da Copa do Mundo
Foto: @metlifestadium via Instagram / Estadão

A Fifa alterou sua política para os estádios da Copa do Mundo de 2026 e proibiu a entrada de garrafas de água levadas pelos torcedores. A mudança gerou críticas de grupos de torcedores, que demonstraram preocupação com o acesso à hidratação durante o torneio, que será disputado no verão da América do Norte.

Até então, o código de conduta dos estádios permitia que os torcedores entrassem com recipientes vazios. O documento estabelecia que "garrafas de plástico vazias, transparentes e reutilizáveis, com capacidade de até 1 litro", poderiam ser levadas para o estádio.

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No entanto, uma atualização enviada aos portadores de ingressos em 2 de junho confirmou que as garrafas não serão mais permitidas nos jogos. Segundo a Fifa, a medida tem como objetivo reforçar a segurança nos locais das partidas.

"A Fifa está empenhada em proteger a saúde e a segurança de todos os jogadores, árbitros, torcedores, voluntários e funcionários", afirmou um porta-voz da entidade em reportagens divulgadas pela imprensa internacional. "A decisão de proibir garrafas busca evitar riscos e lesões a jogadores e espectadores", acrescentou.

De acordo com a entidade, a restrição já é adotada em parte dos estádios que receberão o torneio. "Em vários desses locais, já é proibido trazer garrafas de fora por questões de segurança, e a Fifa está aplicando essa medida em todos os estádios do torneio."

A Fifa afirmou ainda que trabalha com as cidades-sede e autoridades locais para adotar medidas de mitigação do calor, incluindo estações de nebulização, ventiladores, pontos de hidratação e áreas de resfriamento para os torcedores.

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A entidade também garantiu que os preços da água engarrafada durante a Copa do Mundo seguirão os mesmos valores praticados em outros eventos realizados nos estádios. Segundo o jornal The Athletic, durante o Mundial de Clubes disputado nos Estados Unidos no ano passado, as garrafas de água custavam entre US$ 4 e US$ 6, o equivalente a cerca de R$ 22 e R$ 33 na cotação atual.

Críticas de torcedores

A decisão provocou reação do grupo de torcedores Free Lions England, que questionou a mudança nas regras às vésperas do torneio. "O que vem a seguir? Protetor solar proibido e torcedores obrigados a comprá-lo nos estádios?", escreveu a organização em publicação na rede social X.

O grupo afirmou ainda que a disponibilidade de água gratuita sempre foi um dos principais temas discutidos com a Fifa durante os preparativos para a competição. "Em todas as nossas discussões, a disponibilidade de água gratuita nos estádios foi um ponto fundamental, e a Fifa nos garantiu que isso aconteceria e que os torcedores teriam a possibilidade de trazer suas próprias garrafas de água."

Preocupação com o calor

A discussão ocorre em meio a alertas sobre os impactos das altas temperaturas durante a Copa do Mundo de 2026. No mês passado, pesquisadores da World Weather Attribution (WWA) demonstraram preocupação com os efeitos do calor extremo sobre jogadores e torcedores, sendo estes últimos considerados especialmente vulneráveis.

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Segundo o estudo, nove das 104 partidas previstas para o torneio poderão ser disputadas com temperatura acima de 26°C de Temperatura de Globo Úmido (WBGT), índice que mede a capacidade do corpo humano de se resfriar.

Acima desse patamar, a FIFPRO, sindicato mundial dos jogadores, recomenda a adoção de medidas adicionais de segurança. Os pesquisadores estimam ainda que cerca de cinco partidas possam registrar temperaturas superiores a 28°C de WBGT, cenário em que a entidade defende o adiamento dos jogos.

Para o pesquisador Theodore Keeping, do Imperial College London e um dos autores do estudo da WWA, garantir acesso à hidratação é uma medida essencial diante dos desafios climáticos previstos para o torneio.

"Permitir o acesso justo e equitativo à hidratação é uma primeira defesa básica contra os riscos do calor extremo que as mudanças climáticas estão trazendo para esta Copa do Mundo", afirmou ele, segundo a ESPN. 

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Fonte: Portal Terra
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