COI descarta investigação sobre Gianni Infantino após polêmica com Balogun

Entidade olímpica rejeitou pedido de ONG britânica por entender que polêmica na Copa do Mundo envolve regras internas da Fifa

24 jul 2026 - 23h07
(atualizado às 23h07)

O Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu que não vai investigar se o presidente da Fifa, Gianni Infantino, interferiu na suspensão do atacante Folarin Balogun. A polêmica estourou durante a Copa do Mundo, quando o atleta norte-americano conseguiu reverter uma punição desportiva após uma suposta pressão atribuída a Donald Trump. A organização britânica FairSquare formalizou o pedido de análise de conduta, uma vez que o dirigente máximo do futebol também integra a entidade olímpica.

A denúncia sustentava que uma eventual intervenção política violaria diretamente a regra de neutralidade do esporte e colocaria em xeque a integridade das competições. No entanto, os dirigentes olímpicos avaliaram o caso e emitiram um comunicado informando que a comissão de ética não tem jurisdição sobre o episódio. O órgão justificou que a reclamação trata de decisões de governança e gestão interna da federação de futebol, o que anula o escopo de aplicação do código olímpico.

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Posição de Gianni Infantino e promessa de independência

Gianni Infantino nega veementemente qualquer tipo de atuação motivada por interesses políticos nos bastidores do torneio mundial. O dirigente relembrou o compromisso de neutralidade firmado quando ingressou como membro do comitê olímpico, no ano de 2020. Na ocasião, o cartola declarou publicamente que sempre agiria de forma independente a pressões comerciais, governamentais, raciais ou religiosas.

O desfecho na Suíça não encerrou a repercussão negativa do caso no continente europeu. A Federação Norueguesa de Futebol promete apresentar uma queixa formal diretamente ao conselho da entidade máxima do futebol. Os escandinavos cobram explicações transparentes sobre o nível de influência externa permitido nas decisões disciplinares recentes que beneficiaram a seleção dos Estados Unidos.

Árbitro brasileiro Raphael Claus expulsou Balogun –
Árbitro brasileiro Raphael Claus expulsou Balogun –
Foto: Michael Steele/Getty Images / Jogada10

Federação Norueguesa promete queixa formal por influência externa

A presidente da Federação Norueguesa de Futebol (NFF), Lise Klaveness, classificou o episódio como grave e preocupante para o futuro do esporte. A dirigente pretende reunir os conselheiros do seu país nos próximos dias com o objetivo de alinhar os termos jurídicos antes de protocolar o documento. A meta da federação é abrir um canal seguro para que outras federações exponham irregularidades sem o temor de sofrer retaliações políticas.

Os times europeus demonstram forte incômodo com o precedente aberto na questão de Folarin Balogun. Mas o prosseguimento da denúncia dependerá agora exclusivamente dos mecanismos de controle da própria Fifa, que sofre forte cobrança pública por transparência. A expectativa do bloco europeu gira em torno de uma resposta oficial antes da próxima reunião do conselho executivo.

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Foto: Luke Hales/Getty Images - Legenda: Gianni Infantino, presidente da Fifa / Jogada10

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