Conheça a ‘abóbora da Copa’, variação verde e amarela do fruto descoberta pela Embrapa

Abóbora BRS Brasileirinha é cultivada desde 2006, mas foi descoberta nos anos 90

13 jun 2026 - 11h45
(atualizado às 12h22)
Abobrinha chama a atenção por cores da bandeira do Brasil
Abobrinha chama a atenção por cores da bandeira do Brasil
Foto: Reprodução/Embrapa

Em época de Copa do Mundo, tudo que é verde e amarelo remete à Seleção Brasileira – como é o caso da “abóbora brasileirinha”, variação do fruto descoberta pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O alimento é cultivado desde 2006, mas foi descoberto nos anos 90. Saiba mais sobre!

Tudo começou em 1990, quando a abóbora de duas cores foi vista em uma lavoura próxima ao Distrito Federal por pesquisadores da Embrapa Hortaliças. “Era uma surpresa da natureza. Os pesquisadores coletaram as sementes e os estudos mostraram que aquela característica tinha uma mutação genética espontânea”, explica a instituição. 

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A partir disso, por meio de pesquisas, chegaram à abóbora que leva o nome de BRS Brasileirinha. No caso, a sigla BRS na Embrapa significa Brasil Sementes, prefixo que acompanha o nome de todas as sementes, frutas e hortaliças desenvolvidas e lançadas pela empresa pública. 

Segundo a Embrapa, a colheita da brasileirinha começa entre 60 e 70 dias após o plantio. Os frutos podem ser colhidos desde o estágio de botão floral para uso em conserva. Também podem chegar à mesa como abobrinha verde, quando apresentam entre 12 e 18 centímetros e massa média de 180 a 400 gramas, ou como abóbora seca, com cerca de 1,2 a 1,6 quilo. Para consumo verde, o potencial produtivo pode chegar a 10 frutos por planta, com colheitas sucessivas.

“E tem mais ciência em campo: as plantas são monoicas, ou seja, apresentam flores femininas e masculinas na mesma planta. A precoce e abundante produção de flores masculinas também permite o uso da BRS Brasileirinha como polinizadora de abóboras do segmento Tetsukabuto. Nesse jogo, as abelhas também entram na escalação. A presença desses agentes polinizadores contribui para o bom pegamento dos frutos e para a produtividade da lavoura”, complementa a empresa. 

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Fonte: Portal Terra
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