O empate entre Atlético-MG e Palmeiras em 2×2, pela primeira rodada do Brasileirão, na Arena MRV, deixou boas sensações para a torcida alvinegra, mas com ressalvas que ainda se fazem necessárias. Um time com boa produção ofensiva, que colocou o vice-campeão em apuros por muitas vezes, mas que deixou a vitória escapar por velhos erros.
O ataque do Galo teve uma boa concentração de jogadas pelo lado esquerdo, com pelo menos 7 de suas 14 finalizações sendo realizadas neste setor. Entre os jogadores que formaram o quarteto ofensivo inicial do Atlético, Victor Hugo foi o que teve a melhor atuação: marcou o primeiro gol, teve boa participação no jogo, realizou dois passes decisivos, teve 100% de efetividade nos dribles e 83% de acerto nos passes.
Já no primeiro tempo, o duelo se desenhou de forma muito parelha e mostrou um Atlético com nível de alta competitividade. Enfrentar um rival considerado candidato a todos os títulos da temporada e, mesmo assim, fazer uma partida gerando consideráveis dificuldades, não é tão simples. Mas apesar de uma primeira etapa com boas oportunidades geradas pelo ataque, o time mineiro sofreu mais uma vez com um aspecto que precisa ser urgentemente melhorado visando as competições que estão por vir: a bola aérea.
Dois dos últimos 3 gols sofridos pelo Atlético foram originados de bolas aéreas, evidenciando, talvez, o maior ponto fraco do Galo. Contra o Cruzeiro, pelo Campeonato Mineiro, nenhum defensor alvinegro foi capaz de interceptar o cruzamento de Kaiki, responsável pela assistência para o gol de Kaio Jorge. Ontem, em escanteio, Flaco López subiu sozinho para marcar o gol do Palmeiras e colocar o time paulista em vantagem no início do primeiro tempo. A fraqueza já foi exposta em outros jogos da temporada também, porém, na maioria das vezes, Éverson estava lá para impedir o gol, mascarando o defeito do Atlético. Aliás, o goleiro merece destaque (mais uma vez): cerca de 4 defesas difíceis foram realizadas na partida, uma delas sendo um potente chute de Flaco López fora da área.
O ponto negativo da noite fica para Junior Alonso. O zagueiro paraguaio não foi capaz de interceptar o cruzamento no primeiro gol do Palmeiras, e além disso, não teve uma atuação consistente: em 5 duelos aéreos disputados, em nenhum Alonso foi vencedor, além de ter perdido a posse de bola 7 vezes durante o jogo.
Um dos primeiros testes de fogo da temporada foi feito, e como muitas coisas na vida, com seus ônus e bônus. Com ajustes, o Atlético pode firmar seu primeiro passo para um caminho vencedor em 2026: ser competitivo como foi neste início de Brasileirão.