Após caso com Vini Jr, ex-Fluminense sofre ataques racistas nas redes e faz apelo

Denilson Jr, hoje no Ratchaburi FC, da Tainlândia, denuncia ofensas após duelo pela Champions Asiática 2 e pede que deixem sua família em paz

19 fev 2026 - 17h56
(atualizado às 17h56)
Foto: Divulgação / Ratchaburi FC - Legenda: Atacante do Ratchaburi FC denuncia ofensas após jogo pela Champions Asiática 2 / Jogada10

Em menos de 24 horas, dois jogadores brasileiros que atuam no exterior foram alvo de ataques racistas. Após o episódio envolvendo Vini Jr, na terça-feira (17), a quarta (18) foi marcada por ofensas contra Denilson Junior, o Deni Jr, revelado por Fluminense e com passagens por São Paulo e Atlético Mineiro.

Atualmente no Ratchaburi FC, da Tailândia, o atacante passou a receber uma enxurrada de mensagens racistas depois que sua equipe eliminou o Persib Bandung na AFC Champions League Two, em jogo disputado na Indonésia.

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Pelas redes sociais, o jogador fez um desabafo e pediu que os ataques não envolvam sua família.

"Por favor, parem de atacar a minha família! Meu Instagram é aberto, e esses racistas o usam para me chamar de macaco, gorila, negro e preto. Eu não me importo, por isso deixo meu Instagram aberto para todos. Mas peço que poupem meus filhos e minha esposa", escreveu.

Além disso, Denilson reforçou que a classificação foi conquistada dentro de campo e que situações como essa fazem parte do futebol.

"Eles não têm culpa de nada, parem de atacar a minha família. Meu time se classificou jogando futebol, 11 contra 11. Poderíamos não ter passado, isso é normal. Mão vou falar sobre o racismo em si, porque sofremos com isso diariamente. Só peço que deixem minha família em paz", completou.

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As ofensas também atingiram o perfil de sua esposa, Mariany Fonte, que se posicionou publicamente.

"Ontem foi o Vini Jr., melhor jogador do mundo. Hoje fomos nós, Deni Jr., nossa família e outros jogadores do Ratchaburi que sofremos ataques racistas e ameaças", afirmou.

Além disso, ela ainda relatou momentos de tensão após a partida.

"Atacaram jogadores, esposas e filhos. Invadiram o campo e quase transformaram uma competição em cenário de guerra. Isso não tem nada a ver com futebol. Todas as ligas deveriam se unir contra o racismo. Não há espaço para isso", declarou.

Veja a publicação de Denilson Junior:

Contudo, mesmo diante das ameaças, o casal decidiu manter as redes sociais abertas.

"Que fique claro que ataques e ofensas não nos intimidam. Meu Instagram e o do meu marido continuarão abertos. Vocês continuarão vendo negros como melhores do mundo e destaques nas competições. Mas não vão nos intimidar", concluiu.

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Por fim, o Ratchaburi também se manifestou em apoio ao atacante, que vive grande fase na temporada 2025/26, com 15 gols e nove assistências.

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