O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) absolveu o Flamengo das confusões registradas nos arredores do Maracanã antes e depois do clássico contra o Vasco, disputado no último dia 3 de maio. A partida, válida pelo Campeonato Brasileiro, terminou empatada em 2 a 2. Durante os episódios de violência, um homem morreu e outro perdeu a visão de um dos olhos após ser atingido por uma bala de borracha.
Mandante do clássico, o Flamengo respondia ao artigo 213 do CBJD, que prevê punição para clubes que não previnem desordens em sua praça esportiva. Dessa forma, o Rubro-Negro corria risco de multa e perda de mandos de campo.
Entretanto, nesta quinta-feira (14), a 3ª Comissão Disciplinar decidiu, por unanimidade, considerar improcedente a denúncia relacionada à segurança fora do estádio.
Durante o processo, a procuradoria sugeriu que a responsabilização do Flamengo poderia incluir ocorrências registradas em um raio de cinco quilômetros do Maracanã, com base na Lei Geral do Esporte. Por outro lado, a defesa do clube contestou a interpretação.
— Na Lei, é dever (do clube) pedir ajuda da segurança pública para que conduza a segurança, participar e colaborar com o plano que é de quem organiza a competição e proteger a segurança de todos os entes privados que estão dentro do estádio. Essas são as normas em vigor. (…) Houve uma tentativa de elaboração de enunciados da justiça desportiva que dizia: em um raio de 5.000 metros eu vou punir o clube mandante. Essa tentativa passou em primeira instância, mas quando chegou no plenário ela foi rejeitada. A Procuradoria está requentando uma tese que, num conselho de Justiça Federal, foi rejeitada por pessoas que compõem a justiça desportiva — argumentou o advogado João Marcello Campos.
Confusões após Flamengo x Vasco terminaram com violência
As confusões aconteceram após o fim da partida, quando torcedores organizados de Flamengo e Vasco entraram em confronto nos arredores do Maracanã. Segundo a Polícia Militar, a briga começou na rampa de acesso ao metrô e, posteriormente, se espalhou até a Favela do Metrô e a Rua Oito de Dezembro.
Além disso, policiais utilizaram bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para conter a violência. Vídeos gravados por testemunhas também registraram cenas de agressões durante os confrontos.
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