O Consórcio Maracanã, gerido por Flamengo e Fluminense, acionou o STJ para derrubar a liminar do TJ-RJ que autorizou o Vasco a enfrentar o Boca Juniors no estádio pela Copa Sul-Americana. O pedido será julgado pelo ministro Luis Felipe Salomão. Enquanto a torcida vascaína já esgotou os ingressos, a Conmebol ameaça transferir a semifinal para o Paraguai caso ocorra uma nova reviravolta jurídica, aumentando a tensão nos bastidores às vésperas da decisão.
O Consórcio formado por Flamengo e Fluminense ingressou com uma ação no Superior Tribunal de Justiça na noite desta terça-feira (13). O objetivo dos administradores é cassar a decisão favorável ao Vasco da Gama para atuar no estádio do Maracanã diante do Boca Juniors. A movimentação jurídica ocorreu poucas horas após o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro autorizar a realização da partida no principal palco do futebol carioca. Além disso, a iniciativa da dupla aumentou a apreensão nos bastidores pela proximidade da partida decisiva pela Copa Sul-Americana. Portanto, o desfecho do embate judicial ditará o local definitivo do confronto internacional.
A petição apresentada consiste em um pedido de suspensão de segurança para revogar a liminar concedida pelo desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto. No entanto, o caso foi distribuído diretamente para apreciação do presidente da corte, o ministro Luis Felipe Salomão. O magistrado é torcedor declarado do Fluminense e possui laços familiares com Paulo Salomão, que ocupou cargo na diretoria associativa cruzmaltina no ano passado. Com isso, o cenário jurídico ganhou forte repercussão pública e debates intensos entre os torcedores.
Conmebol faz alerta rígido sobre transferência de sede continental
De fato, o risco desportivo cresceu consideravelmente nas últimas horas com um posicionamento direto da entidade máxima do futebol sul-americano. A Conmebol notificou a diretoria do Vasco e a CBF de que transferirá o jogo de volta da semifinal para o Paraguai se houver nova reviravolta judicial.
Por essa razão, o departamento jurídico cruzmaltino mobilizou advogados da SAF e do clube social para sustentar a legalidade da utilização da arena pública. Contudo, a torcida vascaína já esgotou todos os bilhetes colocados à venda imediatamente após a liberação da manhã desta terça-feira.
Vasco aponta má-fé de rivais e contesta argumentos de segurança
Anteriormente, o Consórcio tentou impedir o espetáculo alegando riscos de segurança devido a uma partida de basquete do Flamengo no ginásio do Maracanãzinho na mesma data. Assim, os defensores do clube da Colina rebateram com veemência a comparação entre uma semifinal continental e o torneio de quadra.
Dessa maneira, a Justiça fluminense considerou desproporcional a justificativa apresentada pelos atuais gestores do complexo esportivo. Por fim, o Cruzmaltino agora aguarda o posicionamento final do tribunal superior enquanto inicia a disputa nos gramados argentinos em busca de vaga na grande final.
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