É oficial! Flamengo confirma parceria com empresa bilionária

8 out 2026 - 18h11
Resumo
O Flamengo e a L'Oréal Paris oficializaram uma parceria para combater o assédio em espaços públicos através do programa global Stand Up. A estreia da campanha ocorre no clássico contra o Fluminense, no Maracanã, motivada pelo Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher. A ação visa capacitar torcedores com metodologias de intervenção segura, enfrentando o alarmante cenário esportivo onde o medo e a insegurança ainda afastam a expressiva maioria do público feminino das arquibancadas.

O Flamengo e a L'Oréal Paris anunciaram oficialmente uma parceria para realizar uma grande campanha de conscientização e combate ao assédio em espaços públicos. A estreia dessa união acontecerá durante o clássico contra o Fluminense, agendado para este domingo (11), às 17h30, no Maracanã.

Bap, presidente do Flamengo, comemorando título da Libertadores
Bap, presidente do Flamengo, comemorando título da Libertadores
Foto: Adriano Fontes/Flamengo / Gávea News

A ação conjunta é realizada no contexto do Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher, celebrado em 10 de outubro, e levará orientações práticas e treinamentos de segurança para o público presente no estádio e para quem acompanhar a transmissão digital.

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A iniciativa faz parte do Stand Up, programa internacional de conscientização criado em 2020 pela L'Oréal Paris. Vale destacar que a L'Oréal é estimada entre € 207 bilhões e € 237 bilhões. Ainda sobre o projeto, ele foi desenvolvido em parceria com a organização Right To Be e, no Brasil, é aplicado pela ONG Cruzando Histórias, fundada por Bia Diniz.

Com mais de 6 milhões de pessoas capacitadas em 45 países, o programa oferece ferramentas para reconhecer episódios de importunação sexual e intervir de forma segura. Durante a partida no Maracanã, os torcedores aprenderão sobre a metodologia dos 5Ds:

  • Distrair
  • Delegar
  • Documentar
  • Dialogar
  • Direcionar

A decisão de levar a prevenção ao assédio para os estádios fundamenta-se em pesquisas que revelam o impacto da insegurança para o público feminino:

Frequência nos estádios: Segundo o estudo Mulheres & Futebol (W.LAb com institutos Ideia, Locomotiva e Pinion), apenas 1 em cada 3 mulheres brasileiras frequenta estádios de futebol, sendo a falta de segurança apontada como uma das principais justificativas.

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Medo do assédio: O Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2024) indica que 40% das mulheres deixam de ir a jogos por medo de assédio.

Insegurança nas arquibancadas: Dados do Coletivo Deixa Ela Trabalhar e Abraji revelam que 75% das mulheres já sentiram medo no estádio e 84% só frequentam as partidas acompanhadas.

Profissionais da imprensa: A mesma pesquisa aponta que, mesmo com o aumento de 150% na presença feminina em coberturas esportivas desde 2018, 94% das jornalistas já sofreram assédio online ou ao vivo.

Espaços públicos: Uma pesquisa da Ipsos para a L'Oréal Paris aponta que 80% das mulheres já sofreram assédio em locais públicos ao menos uma vez, e mais de 70% das pessoas relatam já ter testemunhado alguma situação de importunação.

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