Chapecoense pode 'ajudar' o Flamengo a disputar a final da Libertadores contra o Palmeiras

28 out 2026 - 13h51
Resumo
Eliminado da Libertadores pelo Estudiantes, o Flamengo acionou a Conmebol alegando a escalação irregular do zagueiro Marcos Rojo para tentar reverter o resultado e ir à final. O clube carioca pede a derrota dos argentinos por 3 a 0 e cita como precedente a punição sofrida pela Chapecoense em 2017 por situação similar. Contudo, o caso atual difere do anterior porque o atleta do Estudiantes atuou respaldado por uma autorização provisória concedida pelo Tribunal Arbitral do Esporte (TAS).

O Flamengo tenta encontrar caminhos jurídicos para mudar o desfecho da semifinal da Libertadores de 2026, após ser eliminado pelo Estudiantes, da Argentina. O clube carioca contestou a escalação do zagueiro Marcos Rojo e busca uma punição que alteraria o resultado do confronto. Para sustentar o pedido, um dos precedentes que entram em discussão é o da Chapecoense, punida pela Conmebol em 2017.

Foto: Libertadores ( Gilvan de Souza/Flamengo) / Gávea News

Naquela temporada, o time catarinense enfrentou o Lanús, da Argentina, pela fase de grupos da Libertadores. A Chapecoense venceu por 2 a 1, com um gol marcado pelo zagueiro Luiz Otávio, mas o resultado acabou transformado em derrota por 3 a 0 após a entidade sul-americana considerar irregular a participação do defensor.

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O problema envolvia uma suspensão que Luiz Otávio ainda precisava cumprir. O zagueiro havia sido expulso contra o Nacional, do Uruguai, e recebeu uma punição de três partidas. Embora tivesse cumprido parte da pena, ele ainda não estava liberado para atuar contra o Lanús.

A Chapecoense alegou que não havia recebido corretamente a comunicação sobre a suspensão. Mesmo assim, a Conmebol manteve a decisão, retirou os pontos conquistados em campo e atribuiu a vitória por 3 a 0 ao clube argentino. A punição comprometeu a campanha dos brasileiros e deixou a equipe sem chances de avançar às oitavas de final.

O caso voltou à discussão por causa da situação de Marcos Rojo. Antes da semifinal contra o Flamengo, a Conmebol havia rejeitado a inscrição do defensor do Estudiantes. O clube argentino recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) e conseguiu uma autorização provisória para utilizar o jogador no confronto disputado no Maracanã.

O Flamengo entende que a liberação provisória não elimina a possibilidade de consequências esportivas e pede que o adversário seja punido com uma derrota por 3 a 0. A equipe carioca foi eliminada nos pênaltis, após dois empates sem gols na semifinal.

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Existe, porém, uma diferença importante entre os episódios. Luiz Otávio atuou enquanto ainda tinha uma suspensão pendente, enquanto Rojo entrou em campo respaldado por uma decisão provisória do TAS. Essa distinção pode pesar na análise da Conmebol.

O precedente da Chapecoense mostra que a entidade já alterou o resultado de uma partida por escalação irregular. Isso não significa, contudo, que o Flamengo terá o mesmo desfecho. O caso atual depende da interpretação das regras de inscrição e dos efeitos da autorização concedida ao zagueiro argentino.

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