CBF reconhece erros a favor do Flamengo

17 out 2026 - 20h26
Resumo
A Comissão de Arbitragem da CBF admitiu falhas a favor do Flamengo no clássico contra o Fluminense, vencido pelo time rubro-negro por 1 a 0. A entidade avaliou que o volante Erick Pulgar deveria ter sido expulso por entrada violenta e que houve um pênalti não marcado para o Fluminense em lance de Alex Sandro sobre Savarino. A atuação do árbitro Rafael Klein gerou duras críticas do presidente tricolor, Mattheus Montenegro, que contestou as decisões de campo e a inércia do VAR.

A arbitragem do clássico entre Flamengo e Fluminense voltou a gerar repercussão nos bastidores do futebol brasileiro. Dias depois da vitória rubro-negra por 1 a 0, a Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) identificou problemas em decisões tomadas durante o confronto.

Foto: VAR - árbitro de vídeo ( Divulgação/CBF) / Gávea News

Segundo informações divulgadas pelos jornalistas Paulo Caravina e Victor Lessa, a avaliação interna apontou que o volante Erick Pulgar deveria ter sido expulso e que o Fluminense teve um pênalti não marcado.

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O primeiro lance aconteceu aos 30 minutos do primeiro tempo, quando Pulgar atingiu o joelho do atacante Rodrigo Castillo com a sola da chuteira. O árbitro Rafael Rodrigo Klein aplicou apenas o cartão amarelo, permitindo que o chileno continuasse na partida.

Na avaliação da comissão, a entrada configurou jogo brusco grave e justificava a expulsão. A entidade também entendeu que o árbitro de vídeo, comandado por Daniel Nobre Bins, deveria ter recomendado uma revisão da jogada.

Outro episódio analisado envolveu Alex Sandro e Savarino. O lateral do Flamengo derrubou o atacante tricolor dentro da área, mas a arbitragem deixou o jogo seguir.

A comissão considerou que houve pênalti e que a infração deveria ter sido marcada em campo. Apesar disso, avaliou que o VAR agiu corretamente ao não recomendar a revisão, respeitando o caráter interpretativo da decisão.

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A análise também abordou uma reclamação envolvendo Léo Ortiz e Rodrigo Castillo. Nesse caso, a comissão descartou a existência de pênalti.

Após a partida, o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, fez duras críticas à arbitragem e classificou a atuação de Rafael Rodrigo Klein como "um lixo, uma merda". O dirigente questionou a não expulsão de Pulgar e reclamou de dois possíveis pênaltis para o Tricolor.

"Para ficar claro: a arbitragem foi um lixo. Uma merda. Um lixo, uma merda. Para começar: o cartão amarelo do Pulgar, um absurdo o lance não ser expulsão. Eu vi agora o joelho do Castillo, está com a marca da trava da chuteira. Eu pergunto: cadê o VAR? Estava dormindo? Qualquer pessoa que está vendo o jogo viu que era para expulsão. Depois, houve dois pênaltis. Um no Savarino e outro no Castillo, que o Léo Ortiz chega com a sola. Quando você vê um jogo desta importância, com uma expulsão e dois pênaltis… como você vai ganhar o jogo? É impossível", afirmou Montenegro.

O Fluminense também divulgou uma nota oficial contestando as decisões e criticando a atuação do VAR. As reclamações tiveram repercussão no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

"O Fluminense FC lamenta que, mais uma vez, o maior clássico do Brasil tenha sido manchado por dois erros claros de arbitragem. Ainda no primeiro tempo, o atleta Erick Pulgar, do Flamengo, atingiu o joelho do atacante Rodrigo Castilho com a sola da chuteira, numa entrada violenta que colocou em risco a integridade física do jogador tricolor. O árbitro Rafael Klein, bem posicionado para avaliar a jogada, optou por não aplicar o cartão vermelho que a regra determina. Mais grave ainda foi a omissão do VAR, comandado por Daniel Nobre Bins, que dispunha de todos os recursos para corrigir o erro e preferiu se calar. A tolerância com esse tipo de conduta é um incentivo à deslealdade e uma ameaça a quem está em campo. Zelar pela integridade de quem joga é o mínimo que se espera de quem tem a responsabilidade de aplicar as regras. E como se um erro claro não fosse o suficiente, o árbitro ainda ignorou um pênalti de Alex Sandro em Savarino no segundo tempo. O atleta do Flamengo em nenhum momento disputou a bola e derrubou o jogador tricolor dentro da área, mas nada foi marcado. Não aplicar as regras implica em mudar a dinâmica de uma partida e, consequentemente, influenciar seu resultado. E isso não podemos permitir."

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Montenegro chegou a ser denunciado por suas declarações, mas foi absolvido na quinta-feira (15). Pulgar também foi absolvido no julgamento relacionado à entrada em Castillo.

O clássico aconteceu no domingo (11), no Maracanã, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. Carrascal marcou o gol da vitória rubro-negra.

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