STJD divulga resultado do julgamento de Pulgar, do Flamengo

15 out 2026 - 13h11
Resumo
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva absolveu o volante Erick Pulgar, do Flamengo, e o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, por ocorrências no clássico pelo Brasileirão. Pulgar havia sido denunciado por jogada violenta, mas foi liberado por unanimidade, mantendo-se a punição aplicada em campo. Já Montenegro, que corria risco de suspensão por ofensas à arbitragem em coletiva de imprensa, foi absolvido por maioria, que considerou suas falas protegidas pela livre manifestação.

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgou e absolveu, nesta quinta-feira, o volante Erick Pulgar, do Flamengo, e o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, por episódios ocorridos durante o clássico pelo Campeonato Brasileiro. O julgamento foi realizado pela 4ª Comissão Disciplinar da entidade.

Foto: Entrada do Pulgar no Fla-Flu ( Reprodução) / Gávea News

Julgamento de Erick Pulgar

Pulgar foi denunciado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) por "praticar jogada violenta", devido a uma entrada dura com a sola no joelho direito do atacante Castillo durante a partida. No lance ocorrido em campo, o árbitro Rafael Rodrigo Klein aplicou apenas o cartão amarelo, e o VAR, liderado por Daniel Nobre Bins, não recomendou a revisão.

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A 4ª Comissão Disciplinar decidiu, por unanimidade, absolver o volante chileno. O relator do caso, o auditor Gabriel Fonseca, pontuou que o tribunal está vinculado à denúncia e que o papel da Justiça Desportiva não é reavaliar ou punir a mais do que a atuação já julgada pela arbitragem em campo.

Com a decisão unânime de primeira instância, que ainda é passível de recurso por parte da procuradoria, Pulgar segue liberado para defender o Flamengo na competição.

Absolvição do Presidente do Fluminense

No mesmo processo, o presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, foi enquadrado no artigo 258 do CBJD ("Conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva") por suas declarações em coletiva de imprensa após o clássico, nas quais criticou duramente a arbitragem de Rafael Rodrigo Klein e a atuação do VAR, definindo-as como "um lixo" e "uma merda".

O dirigente corria o risco de receber uma suspensão de 15 a 180 dias, mas acabou sendo absolvido por 2 votos a 1.

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A defesa argumentou que a manifestação de Montenegro tratou-se de uma crítica abstrata aos aspectos qualitativos da arbitragem, estando amparada pela livre expressão do pensamento, entendimento acompanhado pelo relator Gabriel Fonseca. O único voto a favor da condenação foi do advogado Caio Carvalho Barros, que entendeu que as falas ultrapassaram o limite aceitável de reclamação.

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