Desde a última terça-feira, os nomes de Falorin Balogun e de Raphael Claus dominam as redes sociais. No segundo tempo do jogo entre Estados Unidos e Bósnia, o atacante do USMNT foi expulso após ajuda do VAR por conta de um lance de "jogo brusco grave" ao pisar no tornozelo do zagueiro bósnio Tarik Muharemovic.
A decisão gerou muita reclamação por parte dos Estados Unidos, tanto os jogadores e comissão técnica, quanto do resto do país. A decisão do árbitro Raphael Claus foi questionada por astros da NFL e da NBA nas redes sociais, e transformou o brasileiro em um dos assuntos mais comentados na internet.
Nesta sexta, de cabeça fria, o atacante dos Estados Unidos falou sobre a decisão de Claus em mostrar o cartão vermelho no lance. Desse modo, Balogun classificou a decisão do árbitro brasileiro como "injusta" e "surreal".
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"Já estive chateado. Já estive feliz. Mas para ser honesto, foi surreal. Mas, para mim, acho que o importante era manter a calma. Nunca quero reagir com raiva ou por impulso. Ainda há muitas pessoas que estamos inspirando, crianças pequenas, meninos e meninas que estão assistindo. Sendo assim, precisamos mostrar a elas a maneira correta de lidar com as coisas, mesmo quando achamos que é injusto", disse Balogun, que completou sobre Raphael Claus, ao ser questionado do motivo de ter cumprimentado o árbitro brasileiro após a expulsão:
"Mesmo que você sinta que algo injusto aconteceu com você, isso não é desculpa para ser desrespeitoso. Após cada jogo, tento apertar a mão do árbitro, e este jogo não foi diferente", destacou para a imprensa presente na Universidade de Washington, em Seattle.
Balogun seguiu se defendendo do lance que gerou o cartão vermelho que o tirou do resto da partida diante da Bósnia, e também o suspendeu da partida contra a Bélgica, nas oitavas de final.
"Acho importante ser justo mesmo ao dar minha opinião. Quem já jogou sabe que existem situações inevitáveis, e é preciso considerá-las dentro do contexto. Senti que esse contexto não foi levado em conta desta vez. Sendo assim, como todos viram, não havia outro lugar para colocar a perna. Mas era inevitável. Vi muitas opiniões e pontos de vista diferentes, mas, para mim, pessoalmente, acho que um cartão amarelo teria sido justo. É algo que aconteceu, então temos que seguir em frente e aceitar. Mas o mais importante é focar no panorama geral, que é a Bélgica", finalizou.
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