Beckham fatura milhões com pausas para hidratação na Copa

Anúncios exibidos durante os intervalos obrigatórios do Mundial podem render cerca de 25 milhões de euros ao ex-jogador, segundo jornal

29 jun 2026 - 17h40
(atualizado às 17h40)
Foto: Justin Setterfield/Getty Images - Legenda: Pausas para hidratação viram negócio milionário na Copa / Jogada10

As pausas para hidratação adotadas na Copa do Mundo de 2026 deixaram de ser apenas uma medida para preservar os jogadores e se transformaram em uma nova oportunidade comercial. Um dos principais beneficiados é David Beckham, que, de acordo com informações do jornal Daily Mail, faturou milhões de euros ao estrelar campanhas publicitárias exibidas durante esses intervalos.

A novidade, inspirada em práticas comuns no esporte norte-americano, prevê duas paradas obrigatórias por partida, uma em cada tempo, com duração de três minutos. Embora a medida tenha sido criada para amenizar os efeitos do calor, ela também abriu espaço para um formato inédito de publicidade nas transmissões, aumentando significativamente as receitas das emissoras.

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Beckham, dono do Inter Miami, protagoniza anúncios de marcas como Pepsi, McDonald's, Lay's, Stella Artois, Home Depot, Bank of America, Verizon e Adidas. A forte presença do ex-jogador nas campanhas reforçou ainda mais seu valor comercial durante o torneio.

De acordo com Patrick Rishe, diretor do programa de negócios esportivos da Universidade de Washington, ouvido pelo Daily Mail, Beckham deve receber cerca de 25 milhões de euros (aproximadamente R$ 147 milhões) apenas com as campanhas veiculadas durante a Copa.

"Esse valor mostra o tamanho da fama global de Beckham, seu enorme apelo comercial e a força da sua imagem. Poucos atletas conseguem atrair tantas marcas diferentes. Ele é reconhecido em qualquer lugar do mundo e transmite credibilidade", afirmou o especialista.

Presidente da Fifa comenta

Apesar das críticas de quem vê nas pausas uma oportunidade comercial, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, negou que a mudança não ocorreu por interesses financeiros.

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"A principal razão é o calor. Em uma competição que dura 39 dias e pode exigir até oito partidas para cada, é fundamental oferecer um momento para descanso e hidratação", explicou.

Infantino também afirmou que a Fifa não obteve ganhos extras com a novidade. Já que todos os contratos comerciais do torneio ocorreram antes do início da competição. De acordo com ele, o objetivo é garantir que todas as seleções disputem seus jogos em condições iguais.

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