Uma participação ao vivo da repórter norte-americana Abigail Vélez, da ABC, deu o que falar nas redes sociais. Ao comentar o próximo jogo da seleção dos Estados Unidos no mata-mata da Copa do Mundo, a jornalista declarou que não sabe onde fica a Bósnia, adversária da equipe. "O time dos EUA vai enfrentar a Bósnia na próxima quarta-feira e eu não sei apontar no mapa onde o país fica. Não sei nada sobre a Bósnia e nem quero saber", disse Abigail.
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A repercussão negativa e a enxurrada de críticas que recebeu fez com que a jornalista publicasse um pedido de desculpas no X.
My goodness, the stereotypes write themselves……🤷♂️ #FIFAWorldCup 🇧🇦🇺🇸 pic.twitter.com/UGj3uudcYL
— Bosnian Football (@BosniaNTBall) June 27, 2026
O post, publicado em 27 de junho, alcançou mais de 3,2 milhões de visualizações."Em uma tentativa mal planejada de me divertir um pouco com a competição da Copa do Mundo, passei dos limites e fiz, ao vivo, um comentário impensado, insensível e inadequado. Peço desculpas ao povo da Bósnia e à seleção de futebol da Bósnia. A Copa do Mundo deve servir para unir comunidades ao redor do mundo, e meu comentário não refletiu esse espírito. Desejo a todas as equipes muito sucesso na continuidade de sua jornada na Copa do Mundo."
— Abigail Velez (@abc7abigail) June 27, 2026
A Bósnia e Herzegovina integrou a Iugoslávia até o início da década de 1990, quando o avanço de movimentos separatistas acelerou a desintegração do país. Após as independências da Croácia e da Eslovênia, os bosníacos, maior grupo étnico do território, de maioria muçulmana, também defenderam a separação de Belgrado. A onda de independências e as disputas nacionalistas se tornaram o estopim para a Guerra da Bósnia.
O conflito, travado entre 1992 e 1995, foi um dos mais sangrentos da história recente da Europa. Sérvios da Bósnia, com apoio de Belgrado, iniciaram uma campanha militar marcada por limpeza étnica, cercos a cidades e massacres contra a população bosníaca, incluindo o genocídio de Srebrenica, quando mais de 8 mil meninos e homens bósnios muçulmanos foram assassinados por forças sérvio-bósnias.
A Bósnia e Herzegovina foi formada após o Acordo de Paz de Dayton, em 1995, que encerrou a guerra entre sérvios, croatas e bosníacos. O país passou a ser dividido em duas entidades com representação das principais etnias. Após o conflito, líderes como Slobodan Milošević e Ratko Mladić foram condenados por crimes de guerra pelo tribunal de Haia. Hoje, o país é candidato à União Europeia e faz fronteira com Croácia, Sérvia e Montenegro