O clima esquentou nos bastidores do futebol brasileiro após o polêmico empate por 3 a 3 entre Cruzeiro e Vasco, no Mineirão. Diante dos episódios ocorridos na última rodada da Série A, a diretoria cruzmaltina agiu rápido e protocolou uma reclamação formal junto à CBF contra o árbitro Lucas Paulo Torezin (PR).
Em primeiro lugar, o clube carioca contesta decisões cruciais que teriam alterado o rumo da partida. Os dirigentes apontam a omissão de dois pênaltis e a ausência de um cartão vermelho que, na visão da equipe, prejudicaram o resultado final. Logo após o apito encerrar o jogo, o presidente Pedrinho e outros membros da cúpula vascaína confrontaram a equipe de arbitragem ainda no gramado.
Veja nota do Vasco
"O Vasco da Gama informa que, na manhã desta segunda-feira (16/03), encaminhou à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) um ofício formal manifestando inconformismo com erros de arbitragem ocorridos na partida contra o Cruzeiro, válida pelo Campeonato Brasileiro. O documento foi direcionado à Comissão de Arbitragem da CBF e apresenta, de forma detalhada, os lances contestados pelo clube durante a partida. O Vasco também confirma que terá, na tarde desta segunda-feira, uma reunião com a Comissão de Arbitragem da CBF para tratar do tema".
Confusão com a polícia
Por outro lado, o conflito extrapolou as quatro linhas e resultou em um boletim de ocorrência contra a cúpula administrativa do Gigante da Colina. De acordo com o relato das autoridades policiais, os diretores do Vasco forçaram o contato contra os escudos da Polícia Militar, que reagiu com o uso de spray de pimenta para conter o avanço.
Em virtude do tumulto, os agentes conduziram representantes do clube ao Juizado Especial Criminal (Jecrim) do estádio. Entre os detidos para esclarecimentos estava Alan Belaciano, advogado e presidente da Assembleia Geral. No entanto, o presidente Pedrinho já havia abandonado as dependências do Mineirão quando os policiais registraram a ocorrência por princípio de tumulto.
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