Santos votará mudança que pode abrir caminho para SAF de R$ 2 bilhões

Sócios decidirão se o clube poderá negociar até 80% do futebol com investidores interessados em assumir o controle da futura empresa

22 out 2026 - 13h51
(atualizado às 13h51)
Resumo
Em 8 de novembro, sócios do Santos votarão uma reforma estatutária para permitir a venda de até 80% de uma futura SAF, superando o limite atual de 49%. A mudança viabiliza a proposta de R$ 2 bilhões do grupo norte-americano SDC Sports, divididos entre futebol e quitação de dívidas. O projeto ainda exigirá nova aprovação dos associados e do Conselho Deliberativo, que também votará o fim do Comitê de Gestão e novas regras internas antes da eleição presidencial de dezembro.
Mudanças também afetam a estrutura política do clube –
Mudanças também afetam a estrutura política do clube –
Foto: Raul Baretta/ Santos / Jogada10

O futuro do modelo de gestão do Santos estará nas mãos dos associados em 8 de novembro. A votação prevê alterações no estatuto do clube, incluindo uma mudança que permitiria negociar até 80% de uma eventual SAF. A regra atual, aprovada em 2022, limita a participação de investidores a 49%, impedindo que um parceiro privado assuma a maioria das ações do futebol santista.

A mudança é uma condição importante para o avanço das conversas com a SDC Sports. O grupo norte-americano sinalizou disposição para investir R$ 2 bilhões, sendo R$ 1 bilhão destinado ao departamento de futebol e outro R$ 1 bilhão para o pagamento de dívidas. Em agosto, as partes assinaram um termo de condições, mas a formalização de uma proposta definitiva depende do cumprimento de exigências, entre elas a reforma estatutária.

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Mudanças também afetam a estrutura política do clube –
Foto: Raul Baretta/ Santos / Jogada10

SAF ainda depende de novas aprovações no Santos

Mesmo com o aval dos sócios para ampliar o limite de participação privada, a transformação do Santos em SAF não será automática. A proposta vinculante da SDC Sports ainda precisará passar pelo Conselho Deliberativo e, posteriormente, ser submetida à aprovação dos associados. Entre março e agosto, clube e investidores realizaram uma etapa de análise financeira conhecida como due diligence, para avaliar as condições de ambas as partes.

A votação também envolve mudanças na estrutura de poder do clube. Uma das propostas aprovadas pelo Conselho Deliberativo prevê o fim do Comitê de Gestão, órgão que mantém atribuições administrativas previstas no estatuto, apesar de ter perdido espaço durante a gestão de Marcelo Teixeira. A centralização de decisões na presidência ampliou o debate sobre a necessidade de reformular a organização interna do Santos.

As discussões sobre o novo estatuto se estenderam de maio a setembro e foram divididas em várias reuniões do Conselho. Algumas sessões tiveram protestos de torcedores, especialmente durante o debate sobre os critérios para disputar a presidência. Atualmente, o candidato precisa ter dez anos de associação, enquanto uma das propostas discutidas previa a exigência de dois mandatos no Conselho Deliberativo.

Além disso, a consulta sobre o estatuto vai anteceder outra decisão importante para o clube. A eleição presidencial de dezembro, quando os associados escolherão quem comandará o Santos pelos três anos seguintes.

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