A proibição das casas de apostas pelo governo federal pode causar um grave impacto financeiro ao Corinthians. A medida ameaça o patrocínio máster com a Esportes da Sorte, válido até 2029, que rende cerca de R$ 150 milhões anuais fixos e pode superar R$ 200 milhões com metas e marketing. Caso o vínculo seja interrompido pelas novas restrições, o clube corre o risco de perder ao menos R$ 450 milhões em receitas fixas previstas até o fim do contrato.
O fim das bets no Brasil pode representar um forte impacto financeiro para o Corinthians. A decisão anunciada pelo governo federal nesta sexta-feira (25), que determina o encerramento da oferta, intermediação e publicidade das casas de apostas no país, coloca em risco contratos de patrocínio esportivo, entre eles o principal acordo comercial do clube paulista.
O Corinthians tem vínculo com a Esportes da Sorte, patrocinadora máster da equipe, até o fim de 2029. O contrato foi renovado em fevereiro deste ano e estabeleceu uma nova estrutura financeira para a parceria.
De acordo com informações apuradas pelo Lance!, o acordo prevê aproximadamente R$ 150 milhões por ano em valores fixos, além de R$ 10 milhões destinados a ações de marketing e outros mecanismos previstos no contrato. Dependendo do cumprimento das metas estabelecidas, a parceria pode superar R$ 200 milhões anuais.
Quanto o Corinthians pode perder?
Os valores referentes a 2026 são diferentes daqueles previstos para os próximos anos. Segundo o Lance!, o Corinthians recebe neste ano R$ 160 milhões em valores fixos, divididos em dez parcelas durante a temporada.
Considerando apenas a parte fixa do acordo e desconsiderando bonificações, metas e demais mecanismos de performance, o contrato prevê aproximadamente R$ 450 milhões em pagamentos ao Corinthians até o encerramento do vínculo.
A cifra representa o valor que pode deixar de ser recebido pelo clube caso a proibição das casas de apostas impeça a continuidade do contrato nas condições atualmente estabelecidas.